O exame de sanidade mental realizado no homem de 27 anos preso por decapitar a própria mãe, em Belo Horizonte, concluiu que ele apresenta um quadro psicótico. O laudo da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), obtido pela Itatiaia, aponta que a condição psiquiátrica comprometeu totalmente sua capacidade de compreender o caráter ilícito do ato e de agir conforme esse entendimento no momento do crime. O suspeito confessou ter matado Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, e permanece preso preventivamente.

Jussara Maria Rodrigues - Foto: Reprodução
Jussara Maria Rodrigues - Foto: Reprodução

O exame de sanidade mental realizado no homem, de 27 anos, preso por decapitar a própria mãe, em Belo Horizonte, concluiu que ele apresenta um quadro psicótico. O laudo da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) aponta que a condição psiquiátrica comprometeu totalmente sua capacidade de compreender o caráter ilícito do ato e de agir conforme esse entendimento no momento do crime.

O suspeito confessou ter matado Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, e permanece preso preventivamente. As informações foram divulgadas pela Itatiaia.

Jussara Maria Rodrigues da Cruz (Foto: reprodução)

Laudo aponta doença mental

Segundo o documento pericial, o homem não apresenta dependência de álcool ou outras drogas, mas foi diagnosticado com quadro psicótico, classificado pelo Código Internacional de Doenças (CID-10 F29).

Veja mais notícias de Polícia

De acordo com o laudo, os peritos concluíram que a doença mental “tolheu inteiramente as capacidades de entendimento e de determinação do periciando em conexão com os fatos”.

Acesse o canal BNTV no YouTube

O documento também recomenda que o tratamento seja realizado em regime de internação para estabilização do quadro clínico, com supervisão contínua e acompanhamento de um médico psiquiatra.

Relato do investigado consta no exame

O laudo transcreve parte do depoimento prestado pelo investigado durante a avaliação psiquiátrica. Em um dos trechos, ele afirmou que queria verificar se a mãe era realmente humana.

“Eu queria ver se ela era de verdade, se ela era ser humano ou máquina, eu queria ver se tinha estrutura óssea dentro dela, poderia ser um robô ou máquina. Ela poderia ser um robô mal programado”, declarou, conforme registrado no documento.

Leia também:

Laudo não torna suspeito automaticamente inimputável

Apesar das conclusões do exame, o laudo, por si só, não torna o investigado inimputável perante a Justiça. Por conta disso, caberá ao Judiciário decidir se o homem se enquadra no artigo 26 do Código Penal.

O dispositivo prevê que é isento de pena quem, em razão de doença mental, era inteiramente incapaz de compreender o caráter ilícito da conduta ou de agir de acordo com esse entendimento no momento do crime.

Caso a Justiça reconheça a inimputabilidade, o investigado poderá ser submetido a medida de segurança, que pode incluir internação em hospital psiquiátrico ou tratamento ambulatorial, conforme avaliação judicial.

Assista ao vídeo:

Crime ocorreu em junho

Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, foi morta no dia 22 de junho, no bairro Ermelinda, na Região Noroeste de Belo Horizonte. Segundo as investigações, ela foi decapitada pelo próprio filho utilizando uma faca de cozinha. A Polícia Militar foi acionada por vizinhos que ouviram uma discussão entre mãe e filho.

O suspeito foi preso em flagrante dentro da residência e confessou o crime. Desde o início da investigação, havia informações de que ele poderia apresentar transtornos psiquiátricos.

Dois dias depois, em 24 de junho, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. O processo segue em andamento e o laudo de sanidade mental deverá integrar as provas analisadas durante a tramitação do caso.

Leia mais no Bacci Notícias:

Vídeos curtos

Mais lidas