A Justiça de São Paulo condenou o apresentador Rodrigo Faro e a empresa Triê Soluções Financeiras a indenizarem uma professora aposentada que alegou ter sido vítima de propaganda enganosa relacionada à renegociação de um financiamento de veículo. A decisão reconheceu que a consumidora foi induzida a contratar o serviço com base nas campanhas publicitárias da empresa.
A Justiça de São Paulo condenou o apresentador Rodrigo Faro e a empresa Triê Soluções Financeiras a indenizarem uma professora aposentada que alegou ter sido vítima de propaganda enganosa relacionada à renegociação de um financiamento de veículo. A decisão reconheceu que a consumidora foi induzida a contratar o serviço com base nas campanhas publicitárias da empresa.

Rodrigo Faro
Justiça reconhece propaganda enganosa
A sentença foi proferida pela juíza Ana Lucia Schmidt Rizzon, da Vara do Juizado Especial Cível de Itaquera, em São Paulo. Segundo a decisão, a aposentada contratou os serviços da Triê Soluções Financeiras após ser atraída por anúncios que prometiam reduzir juros considerados abusivos em contratos de financiamento de veículos.
No entanto, conforme o processo, a empresa deixou de repassar os pagamentos ao banco credor, situação que quase resultou na apreensão do automóvel da cliente. Diante dos prejuízos, a magistrada determinou que Rodrigo Faro e a empresa paguem, de forma solidária, uma indenização superior a R$ 23 mil.
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Juíza responsabiliza garoto-propaganda
Durante o processo, a defesa de Rodrigo Faro sustentou que o apresentador atuou apenas como garoto-propaganda da empresa e, por isso, não poderia ser responsabilizado pelos serviços prestados.
A magistrada, porém, rejeitou o argumento. Na decisão, ela entendeu que celebridades com grande alcance junto ao público exercem influência significativa sobre os consumidores, contribuindo para a credibilidade da marca anunciada.
A sentença também destacou que, nas campanhas publicitárias, Faro utilizava expressões em primeira pessoa, como “nós contamos com mais de 20 mil clientes”, o que reforçaria a associação direta entre sua imagem e a empresa.
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Defesa de Rodrigo Faro contesta decisão
Em nota enviada à imprensa, o advogado Marcos Vinicios F. Oliveira afirmou que Rodrigo Faro foi incluído na ação de forma indevida. Segundo a defesa, o apresentador não possui qualquer participação administrativa ou societária na Triê Soluções Financeiras e sua atuação limitou-se à prestação de serviços publicitários.
A equipe jurídica informou que pretende recorrer da decisão para tentar reverter a condenação. Até o momento, não há informação sobre o julgamento de eventual recurso.
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