A investigação sobre a morte de Oliver Golden Grayson, de três anos, ganhou um novo desdobramento na sexta-feira (10). Segundo a Polícia Civil, os irmãos do menino eram obrigados a assistir às agressões praticadas dentro de casa, enquanto o casal preso tentava impedir que as crianças contassem o que acontecia.

Foto: Reprodução.
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A investigação sobre a morte de Oliver Golden Grayson, de três anos, ganhou um novo desdobramento na sexta-feira (10). Segundo a Polícia Civil, os irmãos do menino eram obrigados a assistir às agressões praticadas dentro de casa, enquanto o casal preso tentava impedir que as crianças contassem o que acontecia.

Oliver morreu após ser espancado; pai e mãe estão presos. Foto: Reprodução.

Crianças também eram ameaçadas

De acordo com a delegada Luana Medeiros, responsável pelo caso, o filho mais velho, hoje com nove  anos, presenciou as agressões sofridas por Oliver no dia em que ele foi espancado pelo pai, Dandre Jermaine Grayson. 

A investigação aponta ainda que, enquanto uma das crianças era agredida, as outras eram obrigadas a assistir. Caso demonstrassem tristeza ou discordassem da violência, também eram castigadas.

Segundo a polícia, os irmãos eram orientados pelos pais a mentir sobre os ferimentos, dizendo que haviam caído, quebrado algum osso ou se machucado durante brincadeiras.

Violência acontecia havia anos

As investigações indicam que as agressões contra os filhos aconteciam havia pelo menos oito anos. Conforme a delegada, o irmão mais velho teria sofrido violência desde cerca de um ano de idade.

Após a morte de Oliver, os outros quatro irmãos foram encaminhados para acolhimento institucional. Durante os atendimentos, profissionais identificaram marcas de agressão nas crianças. Elas ainda passarão por perícia psicológica, que já foi agendada.

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Segundo a Polícia Civil, o pai confessou ter espancado Oliver com socos e golpes que fizeram a cabeça da criança bater contra o chão. O menino morreu na quarta-feira (08), 

Mãe segue presa por suspeita de omissão

Além do pai, a mãe de Oliver, Mayanna Angelina Rodgers, também está presa preventivamente. A Polícia Civil sustenta que ela se omitiu diante das agressões, embora tivesse o dever legal de proteger os filhos.

Em nota, a defesa afirma que Mayanna também era vítima de violência doméstica, física, emocional e espiritual. Os advogados disseram que ela colaborará com as investigações e pediram que o caso seja analisado durante a instrução processual.

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