Um estudo baseado em um modelo estatístico voltou a chamar atenção ao estimar quando a espécie humana poderá deixar de existir. A hipótese, criada pelo astrofísico Brandon Carter, utiliza cálculos probabilísticos para projetar uma possível data para o fim da humanidade, sem apontar uma causa espec

Foto: Freepik.
Foto: Freepik.

Um estudo baseado em um modelo estatístico voltou a chamar atenção ao estimar quando a espécie humana poderá deixar de existir. A hipótese, criada pelo astrofísico Brandon Carter, utiliza cálculos probabilísticos para projetar uma possível data para o fim da humanidade, sem apontar uma causa específica.

Estudo utiliza modelo matemático para estimar o futuro da humanidade. Foto: Freepik.

Cálculo considera todos os humanos que já nasceram

A teoria parte da estimativa de que cerca de 117 bilhões de pessoas já nasceram ao longo da história. Com base no chamado princípio copernicano, Carter argumenta que a geração atual provavelmente ocupa uma posição comum na sequência de todos os seres humanos que já existiram ou ainda existirão.

Segundo o cálculo, o número total de pessoas que nascerão antes da extinção da espécie seria de aproximadamente 2,34 trilhões. Considerando a média anual de cerca de 130 milhões de nascimentos, a projeção aponta que esse limite seria alcançado por volta do ano 19.100.

Hipótese divide especialistas

O chamado “argumento do juízo final” foi apresentado por Brandon Carter em 1983 e não prevê um evento específico, como guerra, pandemia, impacto de asteroide ou mudanças climáticas. A proposta utiliza apenas um modelo estatístico para estimar quanto tempo a humanidade ainda existiria.

Leia também:

 Diversos pesquisadores, porém, destacam que a hipótese depende de premissas como taxa de natalidade constante, ausência de colonização espacial e outros fatores que podem mudar ao longo dos séculos.

Teoria não prevê como seria o fim

Apesar da repercussão, a teoria não afirma que a humanidade será extinta no ano 19.100 nem aponta o motivo desse possível desfecho. O cálculo apenas sugere uma janela estatística baseada na posição da geração atual na história da espécie.

Especialistas ressaltam que mudanças tecnológicas, avanços científicos e alterações demográficas podem modificar completamente esse cenário.

Mais de quatro décadas após ser apresentada, a teoria continua sendo discutida por pesquisadores. Embora desperte curiosidade, ela não é considerada uma previsão definitiva, mas sim um exercício probabilístico baseado em premissas matemáticas.

Leia mais no Bacci Notícias:

Vídeos curtos

Mais lidas