O terceiro-sargento Yuri Luiz Desiderati Ribeiro foi executado com pelo menos 23 tiros na entrada do condomínio onde morava, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Preso em 2023 por escoltar uma carga de drogas e investigado por supostos vínculos com o Comando Vermelho, o policial permanecia nos quadros da PM e continuava recebendo salário. A Delegacia de Homicídios investiga o caso.
O terceiro-sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PM) Yuri Luiz Desiderati Ribeiro foi morto a tiros na madrugada do último domingo (12), em Jacarepaguá, na Zona Oeste da capital fluminense.

(Foto: Reprodução)
O policial foi executado quando chegava ao condomínio onde morava e, segundo as primeiras informações, foi atingido por pelo menos 23 disparos.
Leia também:
PM morreu enquanto entrava em sua residência
De acordo com a investigação, Yuri Desiderati estava dentro do carro, parado na cancela de entrada do condomínio, quando dois homens em uma motocicleta se aproximaram e abriram fogo.
A ação durou apenas alguns segundos e foi registrada por câmeras de segurança da região. Após os disparos, os criminosos fugiram sem levar qualquer pertence da vítima.
Investigação
Equipes do 18º Batalhão da Polícia Militar foram acionadas, mas encontraram o policial já sem vida no local. O caso passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que busca identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.
Agente já havia sido preso
A execução ganhou ainda mais repercussão porque Yuri Luiz Desiderati Ribeiro já havia sido preso em outubro de 2023 durante uma operação da Polícia Civil. Na ocasião, ele foi flagrado escoltando um caminhão que transportava cerca de 100 kg de substâncias entorpecentes.
As investigações da época apontaram que o PM seria homem de confiança da cúpula do Comando Vermelho (CV), uma das principais facções criminosas do estado. Conforme a Polícia Civil, ele mantinha ligação com criminosos conhecidos pelos apelidos de Abelha e Corolla, apontados como lideranças da organização.
Acesse o canal BNTV no YouTube
Sargento estava na ativa
Mesmo após a prisão preventiva em 2023, Yuri permaneceu vinculado aos quadros da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Segundo informações divulgadas pelo UOL, o sargento continuava na ativa e recebendo salário da corporação.
As circunstâncias da execução e a possível relação do crime com o histórico do policial serão apuradas pela Polícia Civil.
Leia mais no Bacci Notícias: