O advogado e ex-policial militar do Distrito Federal Cláudio Dias Lourenço, preso na última terça-feira (07) em Foz do Iguaçu (PR), estava matriculado em um curso de medicina no Paraguai enquanto tentava fugir das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Segundo a apuração, ele já frequentava as aulas quando foi localizado e preso.
O advogado e ex-policial militar do Distrito Federal Cláudio Dias Lourenço, preso na última terça-feira (07) em Foz do Iguaçu (PR), estava matriculado em um curso de medicina no Paraguai enquanto tentava fugir das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Segundo a apuração, ele já frequentava as aulas quando foi localizado e preso.

Cláudio Dias Lourenço. (Reprodução)
De acordo com as investigações, o objetivo do advogado era reconstruir a vida em outro país, iniciar uma nova profissão e se afastar das acusações que enfrenta no Distrito Federal.
Investigado também atuava no mercado imobiliário
Além de cursar medicina, Cláudio Dias Lourenço também buscava atuar no mercado imobiliário. Conforme a investigação, ele criou um perfil em uma rede social se apresentando como corretor de imóveis. No entanto, a consulta aos órgãos competentes apontou que o registro profissional dele no Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Distrito Federal (Creci-DF) estava inativo.
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Prisão ocorreu após operação conjunta
A captura do investigado ocorreu durante uma operação conjunta das polícias civis do Distrito Federal e do Paraná. Segundo a Polícia Civil, após a expedição de um mandado de prisão preventiva pela Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul, o advogado fugiu para a região da Tríplice Fronteira.
Ainda conforme a investigação, mesmo fora do Distrito Federal ele teria repetido o mesmo padrão de abordagem atribuído a ele em outros casos. A polícia afirma que o investigado conquistava a confiança de mulheres em locais públicos e as convencia a acompanhá-lo.
Em Foz do Iguaçu, ele foi preso em flagrante dentro de um motel após uma nova denúncia. Posteriormente, a Justiça do Paraná converteu a prisão em flagrante em preventiva e também cumpriu o mandado expedido pela Justiça do Distrito Federal.
Polícia aponta padrão de atuação
Segundo a Seção de Atendimento à Mulher, Cláudio Dias Lourenço costumava abordar mulheres jovens em locais de grande circulação e estabelecer contato antes de convidá-las para passeios. Em um dos casos investigados no Distrito Federal, a polícia afirma que ele levou duas jovens para um motel sob o argumento de que o estabelecimento possuía piscina. A investigação sustenta que as vítimas receberam bebidas alcoólicas e que uma delas sofreu violência sexual, enquanto a outra conseguiu escapar da tentativa de abuso.
Histórico criminal
As investigações apontam que a prisão foi precedida por uma análise do histórico criminal do advogado, realizada após ele comparecer à 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia Norte, para registrar uma ocorrência na qual alegava ter sido agredido por policiais durante o atendimento a um cliente.
Segundo a Polícia Civil, o levantamento revelou que Cláudio Dias Lourenço acumula 14 inquéritos policiais, nove termos circunstanciados e duas condenações por estupro. A corporação informou que a trajetória criminosa investigada começou no início dos anos 2000, período em que ele integrava a Polícia Militar do Distrito Federal. Posteriormente, ele foi expulso da corporação. Além das investigações por crimes sexuais, o advogado também possui registros por furto, falsidade ideológica e estelionato.
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Linha do tempo das investigações
De acordo com a Polícia Civil, os principais registros envolvendo o investigado incluem:
- 2001: denúncia de estupro após abordagem de uma mulher em um ponto de ônibus nas proximidades do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
- 2002: relatos de violência sexual contra garotas de programa na região do Conic e outros casos registrados na Asa Norte e nas proximidades do Lago Paranoá.
- 2005: novos registros de violência sexual em áreas isoladas do Park Way e da L4 Norte.
- 2020: condenação por estupro ocorrido no Guará, após identificação por imagens de câmeras de segurança e rastreamento de compras realizadas em uma farmácia.
- 2025: registro de ocorrência com base na Lei Maria da Penha por perseguição, violência psicológica e cárcere privado.
Mesmo após o histórico criminal, Cláudio Dias Lourenço obteve registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O caso segue sob investigação das autoridades.
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