Novos detalhes da investigação sobre a morte da bebê Helena, de apenas 10 meses, revelam como foram as horas que antecederam a tragédia registrada em Fortaleza. Segundo os depoimentos colhidos pela Polícia Civil, familiares e amigos participavam de uma comemoração de aniversário que avançou pela madrugada, com consumo de bebidas alcoólicas. Dois homens foram presos sob suspeita de estupro de vulnerável com resultado morte, enquanto a polícia aguarda exames periciais que podem esclarecer o que aconteceu dentro do apartamento.

Aniversário, cerveja e madrugada: o que aconteceu antes da morte da bebê Helena
Aniversário, cerveja e madrugada: o que aconteceu antes da morte da bebê Helena

A morte da bebê Helena, de apenas 10 meses, continua causando comoção e revolta em todo o país. Enquanto a Polícia Civil do Ceará aguarda a conclusão dos exames periciais, novos detalhes dos depoimentos prestados pelos envolvidos ajudam a reconstruir os acontecimentos que antecederam a tragédia registrada em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza.

Casa da criança e do adolescente (Foto: reprodução)

Segundo informações da investigação, tudo começou durante a comemoração do aniversário da cunhada da mãe da criança. Após o encontro, o grupo seguiu para o apartamento do namorado da mulher, onde a confraternização continuou durante a noite.

Além da mãe da bebê e do namorado, também estavam no local o primo dele, o irmão da mulher e a esposa dele. De acordo com os relatos prestados à polícia, parte dos presentes consumiu bebidas alcoólicas durante a madrugada.

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Festa terminou dentro do apartamento

Conforme o Auto de Prisão em Flagrante, a mãe relatou que colocou a filha para dormir em um dos quartos do apartamento ainda no início da noite. Porém, após a bebê apresentar tosse, ela decidiu transferi-la para outro cômodo.

Durante a madrugada, a mulher afirmou ter visto o primo do namorado caminhar em direção ao quarto onde a criança estava.

Segundo seu depoimento, o homem aparentava estar bastante embriagado. A mãe afirmou ainda que decidiu se deitar ao lado da filha e colocou a bebê entre ela e o suspeito para evitar que a criança caísse da cama.

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Suspeito admite ter consumido 12 cervejas

Um dos pontos que mais chamaram atenção nos depoimentos foi a declaração do homem de 26 anos apontado como uma das últimas pessoas a ter contato com a bebê.

À polícia, ele admitiu ter consumido cerca de 12 cervejas durante a confraternização. Apesar disso, afirmou que não chegou a perder a consciência.

Segundo sua versão, a criança não estava na cama quando ele foi dormir e teria permanecido em outro quarto com familiares. O suspeito alegou não ter ouvido qualquer movimentação durante a madrugada.

De acordo com o depoimento, ele disse ter acordado apenas quando policiais militares entraram no quarto e anunciaram sua prisão.

Namorado da mãe apresentou outra versão

Já o namorado da mãe da criança apresentou um relato diferente aos investigadores.

O homem, de 22 anos, afirmou ter visto o primo se deitar na cama onde a bebê estava. Segundo ele, a situação também foi presenciada pela companheira.

Ainda conforme o depoimento, os dois permaneceram na sala após o episódio. O suspeito declarou que só despertou quando viu a mãe da criança retirando a filha debaixo do corpo do primo.

Ele também afirmou que havia consumido bebidas alcoólicas, mas em quantidade menor.

“Eu não estava bêbado igual ao meu primo. Tomei apenas três cervejas”, declarou aos investigadores.

Polícia aguarda resultado de exames

Após ser socorrida, Helena foi levada a uma unidade hospitalar, mas não resistiu. Durante o atendimento médico, profissionais identificaram lesões compatíveis com violência sexual.

Diante da gravidade do caso, a Polícia Civil prendeu em flagrante o namorado da mãe e o primo dele por suspeita de estupro de vulnerável com resultado morte.

Agora, a investigação aguarda os resultados dos exames periciais realizados pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). Entre as análises solicitadas está a busca por vestígios biológicos que possam ajudar a identificar quem teve contato com a vítima antes da morte.

Os dois suspeitos permanecem à disposição da Justiça, enquanto a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente segue apurando as circunstâncias do caso que chocou Fortaleza e todo o Brasil.

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