A Polícia Federal prendeu, na Alemanha, um brasileiro condenado por participar do assassinato de Reni Carlos Masiero, morto a tiros em 2014, em Siderópolis (SC). Segundo a investigação, o crime foi encomendado pela esposa da vítima após ela descobrir uma traição. O homem estava foragido desde a condenação, em 2025, e foi localizado com apoio da Interpol.
A Polícia Federal (PF) prendeu na Alemanha um brasileiro condenado pela Justiça de Santa Catarina por participação no assassinato do empresário Reni Carlos Masiero, de 61 anos, morto a tiros em 2014, em Siderópolis, no Sul do estado.

(Foto: Redes Sociais)
Segundo a PF, Vânio Carminati, de 47 anos, foi localizado e preso na cidade de Munique, em 1º de julho, durante uma operação realizada em cooperação com as autoridades alemãs. A captura, no entanto, só foi divulgada oficialmente nesta terça-feira (14).
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O condenado estava incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol e era considerado foragido da Justiça brasileira desde novembro de 2025, quando foi condenado pelo Tribunal do Júri.
Crime teria sido motivado por traição
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o assassinato foi planejado após a esposa da vítima descobrir que o marido mantinha um relacionamento extraconjugal.
Segundo a investigação, a mulher decidiu mandar matar o marido e contou com a participação de Vânio Carminati, que era conhecido da família.
Ainda conforme o Ministério Público, Vânio possuía uma dívida de R$ 100 mil com Reni Carlos Masiero e teria proposto que o débito fosse perdoado em troca da execução do empresário.
Para cometer o crime, ele contratou um executor, pagando R$ 1,5 mil pelo homicídio.
Empresário foi morto com quatro tiros
O assassinato ocorreu na noite de 23 de fevereiro de 2014. Segundo as investigações, o executor foi até o sítio da vítima, onde Reni preparava o almoço do dia seguinte.
Sabendo que o empresário estava sozinho, o criminoso efetuou quatro disparos, matando a vítima no local. Em seguida, fugiu.
Três pessoas foram condenadas
A esposa de Reni foi condenada a 19 anos, 7 meses e 6 dias de prisão por participação no planejamento do crime. O executor dos disparos e Vânio Carminati receberam penas idênticas, de 16 anos, 9 meses e 18 dias de prisão.
Segundo a Polícia Civil, tanto a mulher quanto o executor já cumprem pena no Brasil. Vânio, no entanto, permaneceu foragido até ser localizado pelas autoridades alemãs.
Defesa da viúva contesta condenação
Em nota divulgada após a prisão de Vânio Carminati, a defesa de Nazarete Masiero afirmou receber a notícia com tranquilidade e reiterou que a cliente é inocente.
Os advogados sustentam que foi o próprio Vânio quem envolveu Nazarete no crime como estratégia para reduzir sua responsabilidade perante as investigações.
Segundo a defesa, o condenado permaneceu foragido durante toda a tramitação do processo e nunca foi interrogado em juízo nem compareceu ao Tribunal do Júri, impedindo que sua versão fosse confrontada.
A defesa argumenta que a condenação da viúva teria sido baseada, principalmente, nas declarações de Vânio e afirma que a prisão do condenado reforça a tese de que ele seria o principal responsável pelo planejamento do crime.
O recurso apresentado pela defesa segue em análise no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que ainda deverá julgar o pedido para reverter a condenação da viúva.
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