O vereador carioca Leniel Borel, pai de Henry Borel, utilizou as redes sociais para manifestar indignação sobre a morte da bebê Helena, de 10 meses, vítima de violência sexual e homicídio em Fortaleza (CE). Borel exigiu penas severas e sem privilégios para os dois suspeitos de 22 e 26 anos que foram presos em flagrante. O parlamentar relembrou o assassinato de seu próprio filho, em 2021, cujos julgamentos dos responsáveis foram concluídos recentemente.

(Foto: Reprodução)
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O vereador do Rio de Janeiro (RJ) Leniel Borel, pai de Henry Borel, morto em 2021 pela própria mãe e pelo padrasto, usou as redes sociais nesta quarta-feira (15) para mostrar toda a sua revolta com o caso da bebê Helena.

Com apenas 10 meses, a criança morreu na última segunda-feira (13) no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza (CE), após ser vítima de violência sexual, crime supostamente cometido pelo namorado de sua mãe e pelo primo dele.

Prisão dos suspeitos e desabafo emocionado

Os homens, de 22 e 26 anos, foram presos em flagrante e conduzidos à Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca), da Polícia Civil do Ceará. A polícia ainda investiga se um terceiro homem, que estava no local, também teve participação no crime.

No vídeo postado nas redes sociais, Leniel Borel disse que lhe faltam palavras para expressar a revolta que está sentindo contra as pessoas que fizeram tamanha crueldade com uma criança tão pequena.

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“Me faltam palavras, meu coração de pai se parte ao mesmo tempo que arde de ódio. Vendo o tamanho da crueldade, nenhuma criança merece passar por esse inferno, nenhuma. Esses monstros, esses perversos, precisam pagar com todo o peso da lei”, disse.

O vereador também pediu que os suspeitos sejam punidos com penas exemplares. Os dois homens presos foram autuados por estupro de vulnerável seguido de morte e, segundo a Dceca, foram conduzidos à delegacia apresentando sinais de embriaguez. As identidades dos dois não foram divulgadas pelas autoridades, que informaram que os suspeitos permanecem detidos em cela isolada.

“Pena exemplar, sem redução, sem privilégio, para monstros, para perversos, para agressores e abusadores. É o que exigimos, justiça de verdade, agora”, completou.

Relembre o caso Henry Borel

Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, aos 4 anos, após dar entrada em um hospital no Rio de Janeiro. O laudo do Instituto Médico-Legal apontou que a criança apresentava 23 lesões de natureza violenta, incluindo laceração no fígado, lesões nos rins e hemorragia interna, indicando que sofreu agressões antes de morrer.

Em julgamento realizado neste ano, o ex-vereador Dr. Jairinho, padrasto da criança, foi condenado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.

Já a mãe, Monique Medeiros, teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo. Ela também foi condenada por omissão diante das torturas sofridas pelo filho, mas recebeu perdão judicial, decisão que impede a aplicação da pena.

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