A primeira entrevista pública de Isabele, mãe da bebê Helena, permite reconstruir a sequência de acontecimentos da noite que terminou na morte da criança, em Fortaleza. A investigação segue sob sigilo enquanto a Polícia Civil aguarda o laudo da Perícia Forense.
A reconstituição a seguir é baseada na primeira entrevista concedida por Isabele, mãe da bebê Helena, ao Portal GC Mais e à TV Cidade — o único depoimento público dado por ela desde a morte da filha.
O que deveria ser uma noite de comemoração se transformou em uma das tragédias mais chocantes do Brasil em 2026. Após um dia na piscina festejando aniversários em família, o grupo foi convidado para continuar a celebração no apartamento de um primo do namorado de Isabele, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza (CE). A mãe da bebê Helena afirma categoricamente que não consumiu bebida alcoólica naquela noite e que se lembra de tudo que aconteceu. Helena ficou no seu colo durante o jogo de Banco Imobiliário. Ninguém imaginava o que viria a seguir.

Detalhes da morte
Na madrugada, Isabele foi se deitar na rede com a pequena Helena. O ar-condicionado estava ligado embaixo da rede, e a bebê começou a tossir. Foi então que Levim, namorado de Isabele, chegou bêbado, jogou-se na cama e deitou em cima do braço da criança. Para proteger a filha, Isabele puxou o bracinho de Helena e a colocou debaixo do próprio braço — para sentir qualquer movimentação. Em seguida, ela apagou. Quando acordou, Helena estava em uma posição diferente da que dormia normalmente. E Levim estava em cima da cabeça da bebê.
Isabele empurrou o suspeito imediatamente, pegou Helena nos braços e saiu correndo desesperada do apartamento. Às 7h15 da manhã de segunda-feira, 13 de julho, chegou ao Hospital São Carlos, nas proximidades. A equipe médica constatou indícios de violência sexual na bebê. Helena não resistiu e veio a óbito. Dois homens foram presos em flagrante: Levim, namorado da mãe, e Raí, primo dele. O laudo pericial da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) está sendo aguardado em até 30 dias e será determinante para confirmar a causa exata da morte.

Mãe quebra silêncio
Em entrevista exclusiva ao Portal GC Mais e à TV Cidade, Isabele falou pela primeira vez sobre a tragédia. Com a voz embargada e os olhos cheios de lágrimas, ela declarou: “Ela era a minha única filha. Quem me conhece sabe o tanto que eu desejei ela. Ela era tudo que eu tinha na minha vida.” Além da dor insuportável da perda, Isabele enfrenta uma onda de ataques nas redes sociais, sendo injustamente responsabilizada pela morte da filha por parte da opinião pública.
Levim e Raí seguem presos e são mantidos em cela isolada dentro da unidade prisional, por risco de represálias de outros detentos diante da enorme comoção nacional que o caso gerou. O caso corre em sigilo de justiça, e os nomes completos e fotos dos suspeitos não foram divulgados oficialmente pelas autoridades. A Polícia Civil do Ceará, por meio da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (DCECA), conduz as investigações. O laudo da Perícia Forense (Pefoce) será determinante para confirmar a causa da morte e definir os próximos passos do inquérito.
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