A defesa do homem apontado como namorado da mãe da bebê Helena, de 10 meses, afirmou que ele está colaborando com as investigações e se colocou à disposição da Polícia Civil. O investigado nega ter estado no quarto onde a criança dormia e realizou coleta voluntária de material genético. A advogada aguarda os laudos periciais e reforçou a necessidade de respeitar a presunção de inocência.

Reprodução / redes sociais
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A defesa do homem apontado como namorado da mãe da bebê Helena, de apenas 10 meses, se manifestou pela primeira vez nesta quinta-feira (16) sobre o caso que chocou o país. A criança morreu na última segunda-feira (13), em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza (CE).

Em nota encaminhada ao Portal Bacci Notícias, a advogada Gleicy Kelly Leitão, que integra a defesa do investigado, afirmou que acompanha as investigações com confiança no trabalho das autoridades e destacou que seu cliente está colaborando com a apuração.

Defesa afirma que investigado colabora com a investigação

Segundo a advogada, o investigado permanece à disposição da Polícia Civil e já se submeteu voluntariamente à coleta de material genético, que será analisado pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).

“A defesa técnica de um dos investigados no caso envolvendo a morte da criança, o namorado da genitora, informa que acompanha as investigações com absoluta confiança no trabalho das autoridades competentes.”

Ainda conforme a nota, a defesa aguarda a conclusão dos exames periciais, considerados fundamentais para esclarecer as circunstâncias da morte da bebê.

“Ele afirma que não estava no quarto”

A defesa também afirmou que o investigado nega ter permanecido no cômodo onde Helena dormia.

“O constituinte desta defesa permanece à inteira disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários, tendo, inclusive, se submetido voluntariamente à coleta de material genético. A defesa aguarda a conclusão dos laudos periciais, imprescindíveis para o esclarecimento técnico dos fatos.”

Na sequência, a advogada acrescenta:

“Esclarece, ainda, que seu cliente afirma não estar sequer no mesmo quarto em que a criança dormia, circunstância que será devidamente analisada no curso da investigação.”

Advogada pede respeito à presunção de inocência

A defesa também criticou o julgamento antecipado nas redes sociais e afirmou que a divulgação de conclusões antes do encerramento da investigação pode prejudicar a busca pela verdade.

“Qualquer juízo antecipado, especialmente por meio de linchamento virtual antes da conclusão das investigações e da produção das provas periciais, representa grave risco à própria busca da verdade, além de afrontar garantias constitucionais como a presunção de inocência e o devido processo legal.”

Ao final da nota, a advogada informou que a defesa só voltará a se pronunciar após a divulgação dos laudos técnicos.

Investigação continua

O caso é investigado pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca).

De forma preliminar, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de estupro de vulnerável com resultado morte, mas a confirmação dependerá dos exames realizados pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).

Até o momento, dois homens que estavam no apartamento permanecem presos à disposição da Justiça. As autoridades seguem colhendo depoimentos, analisando vestíglios e aguardando os laudos periciais que deverão esclarecer a dinâmica dos fatos.

A defesa do segundo investigado não havia se manifestado até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.

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