Leniel Borel, pai de Henry Borel, publicou um vídeo em seu perfil nas redes sociais para comentar a crueldade dos suspeitos na morte da bebê Helena, de dez meses.
Leniel Borel, pai de Henry Borel, publicou um vídeo em seu perfil nas redes sociais, na última quarta-feira (15), para criticar a crueldade dos suspeitos que vitimaram a bebê Helena, de dez meses, em Fortaleza (CE).

Bebê Helena (Foto: reprodução)
A criança morreu na manhã de segunda-feira (13), após ser vítima de violência sexual que teria sido cometida por dois homens, primos de 22 e 26 anos. Ambos foram presos, e o caso segue em investigação.
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Pai de Henry Borel demonstra indignação
Logo no início, Leniel se revolta com a informação de que um dos suspeitos era padrasto da bebê. Segundo a mãe, Yzabelle, ela há pouco tempo se relacionava com o homem, mas ainda sem assumir um compromisso sério.
Diferente do que o pai de Henry Borel afirmou, no entanto, a polícia ainda não confirmou a atuação de um terceiro suspeito no crime. “Uma bebê de apenas dez meses foi abusada, torturada e assassinada por três monstros e, pasmem, um deles era o padrasto da menina”, começou.
Pedido de Justiça
Em seguida, demonstrou indignação com a tragédia. “Eu fico revoltado, como pai e como cidadão. Como pode um ser humano ter coragem de fazer isso com uma criança inocente? Covardes juntos que destruíram uma vida que mal começou. Me faltam palavras, meu coração se parte, ao mesmo tempo que arde de ódio”, continuou.
Leniel ainda cobrou uma pena justa e irredutível aos homens. “Esses monstros, esses perversos, precisam pagar com todo o peso da lei: pena exemplar, sem redução, sem privilégios para monstros, perversos. Agressores e abusadores. É o que exigimos, justiça de verdade, agora!”, finalizou.
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Caso Henry Borel
O caso Henry Borel se tornou um dos episódios de maior repercussão envolvendo violência contra crianças no Brasil. O menino, de 4 anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021, após ser levado desacordado ao Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o então vereador Dr. Jairinho.
Inicialmente, Monique e Jairinho afirmaram que Henry havia sofrido um acidente doméstico após cair da cama. No entanto, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) descartou essa hipótese ao identificar 23 lesões espalhadas pelo corpo da criança. A causa da morte foi apontada como hemorragia interna e laceração hepática provocadas por ação contundente.

Henry Borel (Foto: Reprodução)
As investigações da Polícia Civil concluíram que Henry era submetido a uma rotina de agressões e torturas atribuídas a Dr. Jairinho. Segundo o inquérito, Monique tinha conhecimento das violências e foi alertada sobre os episódios antes da morte do filho. Com o avanço das apurações, Jairinho teve o mandato de vereador cassado e também perdeu o registro profissional de médico.
Justiça e prisão
Em 2022, foi sancionada a Lei Henry Borel, que criou mecanismos de prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes, além de endurecer medidas de proteção às vítimas.
Cinco anos após o crime, o Tribunal do Júri do Rio de Janeiro concluiu o julgamento do caso. Dr. Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo.
Monique Medeiros teve a acusação de homicídio reclassificada para homicídio culposo e recebeu perdão judicial, além de ser condenada a um ano e quatro meses de prisão por omissão, pena considerada cumprida.
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