O pai da bebê de 10 meses que morreu após ser vítima de violência sexual em Fortaleza voltou a cobrar respostas sobre o caso e afirmou não entender como o crime teria ocorrido sem que ninguém percebesse. Em entrevista, ele questionou as versões apresentadas até o momento, levantou dúvidas sobre o que aconteceu dentro da residência e pediu que a investigação apure não apenas os autores do crime, mas também a eventual responsabilidade de outras pessoas que estavam no local.

Bebê Helena (Foto: Reprodução)
Bebê Helena (Foto: Reprodução)

Nesta quinta-feira (16), Erisvaldo, pai da bebê de 10 meses que morreu na última segunda-feira (13), em Fortaleza, voltou a se manifestar sobre o caso. Em entrevista ao programa Cidade Alerta, ele falou sobre a dor provocada pela perda da filha, disse que ainda enfrenta dificuldades para aceitar a tragédia.

Bebê Helena (Foto: reprodução)

O pai afirmou que continua buscando respostas para o que aconteceu e declarou confiar no trabalho das autoridades para esclarecer as circunstâncias do crime. Durante a entrevista, Erisvaldo questionou as circunstâncias em que o crime ocorreu.

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Pai questiona circunstâncias do crime

O pai da bebê afirmou não compreender como uma bebê de apenas 10 meses poderia ter sido vítima de tamanha violência sem que ninguém percebesse o que estava acontecendo. Para ele, ainda existem muitas dúvidas que precisam ser esclarecidas pelas investigações.

“Quem estava lá? Quem viu? Quem não viu? Não tem como um bebê de 10 meses estar dentro de um ambiente onde ela estava e ter acontecido o que aconteceu e ninguém vê nada, ninguém sabe de nada, ninguém viu nada”, contou o pai.

Ao comentar o relato apresentado pela mãe da criança, o pai ressaltou que não pode afirmar o que realmente aconteceu, já que não estava no local no momento dos fatos.

No entanto, disse considerar que há pontos da versão apresentada que precisam ser esclarecidos, especialmente em relação ao período em que ela afirmou ter perdido a consciência e ao comportamento das demais pessoas que estavam na residência.

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Pai cobra esclarecimentos

Erisvaldo também afirmou que se considera tão vítima quanto a própria filha e defendeu que todos os envolvidos, caso tenham alguma responsabilidade no caso, sejam responsabilizados pela Justiça.

Segundo ele, além de identificar o autor do crime, é necessário apurar se houve negligência ou omissão de socorro por parte de quem estava presente no imóvel.

Ao final, o pai fez um apelo para que a investigação seja conduzida de forma rigorosa e disse esperar que todos os responsáveis respondam pelos seus atos. “Eu só quero justiça”, resumiu.

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