A investigação sobre a morte da bebê Helena Rodrigues de Almeida, de apenas 10 meses, ganhou novos detalhes após a defesa de um dos investigados explicar como ocorreu a prisão dos suspeitos e apresentar a versão do cliente.

 (Foto: Reprodução/Redes sociais)
(Foto: Reprodução/Redes sociais)

A investigação sobre a morte da bebê Helena Rodrigues de Almeida, de apenas 10 meses, ganhou novos detalhes após a defesa de um dos investigados explicar como ocorreu a prisão dos suspeitos e apresentar a versão do cliente.

Helena morreu na última segunda-feira (13), em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza (CE). O caso é investigado pela Polícia Civil do Ceará.

Caso Helena (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Na última terça-feira (15), a Justiça decretou a prisão preventiva de Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, e Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, investigados no caso.

Segundo as investigações, Francisco Ray mantinha um relacionamento com a mãe da bebê, Yzabelle Rodrigues, e estava no apartamento no momento da ocorrência. Também estava no imóvel o primo dele, Roberto Levy, que, conforme consta na investigação, foi encontrado sobre o corpo da criança.

Defesa afirma que cliente não estava no quarto

Em entrevista exclusiva ao Portal Bacci Notícias, a advogada Gleicy Kelly Leitão, responsável pela defesa de Francisco Ray, afirmou que o cliente nega qualquer participação no crime e sustenta que não estava no quarto onde Helena morreu.

“A polícia passou quase 30 minutos tentando acordá-lo para ele entender o que estava acontecendo, inclusive que seria preso. A tese da defesa é que existiu um estado de embriaguez e que a causa da morte possa ter sido uma asfixia acidental decorrente da compressão corporal pelo fato de Levy ter muito peso.”

A advogada ressaltou que essa é uma hipótese defensiva e que somente os exames periciais poderão confirmar o que realmente aconteceu.

Acesse o canal BNTV no Youtube

Laudos serão fundamentais

Ainda segundo Gleicy Kelly Leitão, em algumas situações, a compressão de um bebê por um adulto pode provocar lesões, inclusive na região anorretal, mas ela enfatizou que essa possibilidade depende exclusivamente da análise técnica da Perícia Forense.

“Essa hipótese defensiva depende da confirmação técnica da perícia. O laudo oficial da Perícia Forense vai esclarecer a causa da morte e esclarecer se houve ou não violência sexual.”

Cliente colaborou com a investigação, diz defesa

A advogada também afirmou que Francisco Ray colaborou desde o início das investigações, prestando depoimento e autorizando, de forma voluntária, a coleta de material genético.

“Independentemente da causa da morte, se foi homicídio doloso, culposo ou se houve violência sexual, o Ray não participou, porque esteve o tempo todo na sala do imóvel, inclusive com a mãe da criança.”

A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), que deverão esclarecer a causa da morte da bebê e indicar se houve violência sexual, informação considerada fundamental para a conclusão do inquérito e eventual responsabilização criminal dos investigados.

Veja a reconstituição do caso:

Leia mais no Bacci Notícias:

Vídeos curtos

Mais lidas