A defesa de Francisco Ray Rodrigues Magalhães, padrasto da bebê Helena, pronunciou-se após os laudos da Pefoce indicarem que não houve violência sexual contra a criança de 10 meses em Fortaleza. A advogada Gleicy Kelly Leitão criticou o linchamento virtual sofrido pelos investigados e sustentou que a causa da morte foi asfixia acidental, provocada pelo primo do acusado que deitou embriagado sobre a bebê. A defesa pede que o caso seja tratado como homicídio culposo.

Helena, bebê morta aos 10 meses (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Helena, bebê morta aos 10 meses (Foto: Reprodução/Redes sociais)

A defesa de Francisco Ray Rodrigues Magalhães, apontado pela investigação como padrasto da bebê Helena Rodrigues Almeida, de apenas 10 meses, que acabou morrendo no último final de semana em Fortaleza (CE), voltou a se manifestar na tarde desta sexta-feira (17) após a divulgação dos resultados dos laudos da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).

Diferente do que vinha sendo investigado inicialmente, os exames periciais realizados no caso não confirmam a hipótese de estupro da criança. Os laudos técnicos já foram encaminhados à autoridade policial e passarão a integrar oficialmente a investigação conduzida pela Polícia Civil do Ceará.

Foto: Reprodução.

Críticas ao linchamento virtual

A advogada Gleicy Kelly Leitão, responsável pela defesa de Francisco Ray, afirma que o que foi dito por seu cliente desde o início das investigações se confirmou. Ela pediu uma atenção especial para o caso, ressaltando que houve um linchamento virtual contra os suspeitos antes mesmo da conclusão sobre a causa da morte.

“Bem, como foi dito desde o início pela Defesa Técnica de Francisco Ray, não houve estupro. O laudo da Pefoce acaba de sair e é muito claro: não houve estupro na criança Helena. Isso demonstra o quanto é preocupante o linchamento virtual, o tribunal da internet”, afirmou.

A advogada declarou que a divulgação do laudo reforça o alerta feito pela defesa desde o início do caso para que o julgamento não fosse antecipado. Segundo ela, Francisco Ray e os demais investigados passaram a ser tratados como culpados antes da conclusão das perícias e da definição da causa da morte da criança.

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“Essas pessoas foram tratadas como se culpadas e condenadas fossem por um crime tão grave, que é um crime sexual contra uma criança de 10 meses. A defesa de Francisco Ray sempre pediu prudência e cautela. Inclusive eu, como advogada, fui extremamente atacada por patrocinar uma causa, supostamente estar defendendo um estuprador de criança”, desabafou.

Na sequência, Gleicy Kelly voltou a defender a versão apresentada por seu cliente durante os depoimentos prestados à Polícia Civil. De acordo com a advogada, os exames apontam que a bebê morreu por asfixia, circunstância que, na avaliação da defesa, é compatível com a hipótese de que a criança tenha sido comprimida acidentalmente enquanto estava deitada na cama ao lado de Levi, primo de Francisco Ray, que estaria embriagado. Esta versão defensiva ainda será analisada pelas autoridades responsáveis pelo inquérito.

“A morte foi por asfixia, justamente a tese defensiva de que Levi, primo de Ray, estava no quarto e esmagou a criança com seu peso corporal ao deitar na cama, embriagado. O que agora deve mudar completamente o rumo da investigação e ser tratado como um homicídio culposo, ou seja, quando não há a intenção de matar”, afirmou a advogada.

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Investigações

Apesar da manifestação da defesa, a Polícia Civil do Ceará ainda não anunciou qualquer mudança no enquadramento do caso. Os laudos da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) passam a integrar o inquérito, que segue em andamento para esclarecer a dinâmica da morte da bebê Helena e definir a eventual responsabilização dos investigados.

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