O advogado Weryd Simões, que representa a mãe da bebê Helena, afirmou que as primeiras suspeitas levantadas sobre o caso foram divulgadas sem respaldo técnico e antes da conclusão dos exames periciais. Segundo ele, não havia elementos médicos que apontassem para violência sexual contra a criança e a análise da perícia confirmou que essa hipótese não foi comprovada.

Foto: Reprodução.
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O advogado Weryd Simões, responsável pela defesa da mãe da bebê Helena afirmou nesta sexta-feira (17), que as primeiras interpretações sobre o caso foram feitas sem base técnica e antes da conclusão dos exames periciais.

Bebê Helena (Foto: reprodução)

Segundo ele, não havia, naquele momento inicial, elementos médicos ou científicos que comprovassem a ocorrência de violência sexual contra a criança.

Em uma entrevista exclusiva ao portal Bacci Notícias, o advogado criticou a divulgação de informações nas redes sociais e afirmou que muitas pessoas teriam comentado sobre o caso sem conhecimento especializado em medicina legal.

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Defesa diz que conclusões foram precipitadas

O advogado explicou que, após a morte, o corpo humano passa por alterações naturais que podem ocorrer durante o processo cadavérico e precisam ser analisadas por profissionais capacitados.

O advogado também destacou que as conclusões devem ser baseadas em provas técnicas e não em interpretações feitas a partir de conteúdos compartilhados na internet de forma preciptada.

De acordo com ele, a perícia confirmou uma situação que já era aguardada pela defesa e, desde o início da investigação, a hipótese de abuso não teria sido considerada pelos responsáveis pela análise do caso.

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Defesa pede cautela na divulgação de informações

O advogado da família da bebê Helena reforçou a necessidade de cautela na divulgação de informações envolvendo casos de grande repercussão. Segundo ele, qualquer acusação deve passar por uma apuração criteriosa, com análise de provas e exames técnicos antes de conclusões públicas.

O defensor afirmou que, na avaliação dele, houve uma divulgação antecipada de uma suspeita de crime contra a dignidade sexual da criança, sem que houvesse confirmação pericial.

Para ele, a exposição precoce do caso acabou gerando julgamentos nas redes sociais e agravando o sofrimento dos familiares, que já enfrentavam o processo de luto.

Mãe da bebê enfrenta luto

Ainda de acordo com o advogado, a conclusão dos exames periciais demonstrou que a bebê não foi vítima de violência sexual.

“E agora, com a conclusão da perícia, está claro que a criança não foi vítima de nenhum tipo de crime contra a sua dignidade sexual e o pior disso tudo é que a todo instante, a mãe foi desrespeitada. Ela vive um processo de luto, imagine só, uma mulher jovem que perde a sua única filha com 10 meses de idade numa situação tão traumática.

A defesa destacou que informações divulgadas sem comprovação podem causar danos à memória da vítima e à família, reforçando que investigações devem ser conduzidas com base em evidências técnicas e dentro dos procedimentos previstos pela Justiça.

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