A Polícia Civil acredita que a cozinheira Berenice Ramos de Aguiar foi morta no dia em que desapareceu, em 30 de junho, em Ubatuba. A conclusão preliminar é baseada no estado de decomposição do corpo encontrado em Angra dos Reis (RJ), enquanto a investigação aguarda o laudo necroscópico e apura a possível participação de outras pessoas na ocultação do cadáver.

Berenice Ramos de Aguiar Faria (Foto: reprodução)
Berenice Ramos de Aguiar Faria (Foto: reprodução)

A Polícia Civil acredita que a cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, foi morta no mesmo dia em que desapareceu, em 30 de junho, após deixar o restaurante onde trabalhava em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo.

(Foto: Redes Sociais)

(Foto: Redes Sociais)

A informação foi confirmada pelo delegado Tadeu Ricardo de Castro, responsável pela investigação, após a localização de um corpo em uma área de mata de Angra dos Reis (RJ).

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Corpo de Berenice foi encontrado

Segundo o delegado, o estado de decomposição do corpo encontrado na sexta-feira (17) é compatível com o período em que Berenice está desaparecida. A estimativa é de que a morte tenha ocorrido em 30 de junho, data do desaparecimento da cozinheira.

De acordo com Tadeu Ricardo de Castro, a análise preliminar indica um intervalo de aproximadamente 15 a 20 dias de decomposição, o que coincide com o tempo desde o desaparecimento da vítima. Para a polícia, essa avaliação afasta a possibilidade de que a morte tenha ocorrido poucos dias antes da localização do corpo.

Causa da morte

A investigação aguarda agora o resultado do exame necroscópico, que deverá apontar oficialmente a causa da morte e esclarecer se Berenice já estava sem vida quando foi levada até a área de mata ou se morreu no local onde o corpo foi encontrado.

O corpo foi localizado após quatro dias de buscas concentradas em uma região definida pela Polícia Civil com base na análise do trajeto percorrido pela caminhonete da empresária Eliane Alves dos Santos, presa temporariamente por suspeita de homicídio.

O reconhecimento inicial da vítima foi feito pelo filho de Berenice, por meio de uma tatuagem. Os exames periciais para a identificação oficial do corpo começaram na tarde deste sábado (18).

Existência de um cúmplice

A Polícia Civil também investiga a possibilidade de que a ocultação do corpo tenha contado com a participação de outra pessoa. Segundo o delegado, a suspeita é de que pelo menos um comparsa tenha ajudado a retirar o corpo da cozinheira do veículo.

As investigações seguem em uma nova etapa, voltada à identificação de possíveis envolvidos no crime e à reunião das últimas provas necessárias para a conclusão do inquérito.

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Caso Berenice

Berenice Ramos de Aguiar desapareceu no dia 30 de junho, após sair do restaurante onde trabalhava, em Ubatuba. A principal suspeita é a empresária Eliane Alves dos Santos, ex-patroa da cozinheira, que está presa temporariamente por suspeita de homicídio.

Durante a investigação, a Polícia Civil identificou contradições no depoimento da empresária, encontrou vestígios de sangue humano na caminhonete utilizada por ela e localizou o corpo da cozinheira em uma área de mata em Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro.

Antes da descoberta do corpo, o advogado da empresária informou que ela nega qualquer participação no crime e que havia apresentado um novo recurso para tentar revogar a prisão temporária.

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