A declaração do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro poderia integrar uma eventual chapa presidencial como candidata a vice provocou forte reação dentro do Partido Liberal (PL).
A declaração do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro poderia integrar uma eventual chapa presidencial como candidata a vice provocou forte reação dentro do Partido Liberal (PL).

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Durante entrevista no último sábado (18), Zema afirmou que Michelle era um dos nomes considerados para compor sua chapa em uma possível disputa pela Presidência da República.
Horas depois, a ex-primeira-dama respondeu por meio das redes sociais e descartou qualquer possibilidade.
“Primeiro, eu não defini se serei candidata nem ao Senado. Portanto, essa proposta não pode sequer ser cogitada. Estou filiada ao PL. Um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas para os mesmos cargos majoritários. Não há nenhuma possibilidade.”
Michelle também lembrou que o PL já oficializou o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República.
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Declaração gerou irritação no PL
Segundo informações do jornal O Globo, a repercussão foi além da negativa pública de Michelle. Integrantes da direção nacional do PL teriam recebido a declaração de Romeu Zema com forte irritação, principalmente por ocorrer em meio ao esforço da legenda para reduzir os desgastes provocados pela recente crise entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama.
Nos bastidores, dirigentes avaliam que Zema teria tentado aproveitar o momento de tensão interna para fortalecer sua própria pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
Aliados de Flávio Bolsonaro classificaram a movimentação como “fogo amigo”, argumentando que Michelle nunca participou de conversas sobre integrar uma chapa presidencial fora do PL e que o assunto jamais esteve em discussão.
Histórico de atritos
Ainda de acordo com interlocutores do partido, essa não seria a primeira vez que Romeu Zema tenta ganhar protagonismo em meio a crises envolvendo o bolsonarismo.
Reservadamente, dirigentes lembram que, em maio, o ex-governador endureceu as críticas contra Flávio Bolsonaro após a divulgação de conversas entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Na ocasião, Zema classificou a conduta de Flávio como “imperdoável”, o que provocou reação imediata de Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, que acusaram o ex-governador de oportunismo político.
O episódio ampliou o desgaste entre o PL e o grupo político ligado a Romeu Zema, reforçando a tensão entre o partido e aliados do governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD).
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