A cantora e influenciadora Juliette Freite voltou às redes sociais para comentar como a misoginia tem se propagado na sociedade, e suas consequências, após a condenação do réu que matou sua amiga, Clarissa Costa Gomes, em julho de 2025, em Fortaleza (CE).
A influenciadora Juliette Freire falou pela primeira vez na última segunda-feira (20) sobre a condenação do suspeito de ter matado sua amiga, a enfermeira Clarissa Costa Gomes, em julho de 2025.

(Foto: Reprodução / Redes Sociais)
O técnico em gestão ambiental Matheus Anthony Lima Martins foi condenado na última semana pelo Tribunal do Júri, a 31 anos de prisão. O caso aconteceu em Fortaleza (CE).
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Juliette protesta após condenação
No vídeo publicado em seu perfil nas redes sociais, Juliette fez um apelo. “O caso de Clarissa acabou, mas a cada palavra misógina outro começa”, escreveu ela na descrição, após a sentença do réu.
“O assassino da minha amiga foi condenado a 31 anos de prisão, menos que o número de vezes que a esfaqueou, foram 34”, pontuou a cantora.
Misoginia
“Além da raiva, ódio, da angústia que eu senti, essa frase ficou aqui, ecoando na minha cabeça. O início de tudo: a palavra. Aquela que desacredita, controla, diminui, mas também aquelas sutis, mascaradas de liberdade de expressão, que vão suavemente legitimando a misoginia. O ódio às mulheres”, protestou ela.
Em seguida, Juliette avaliou que o cenário cada vez mais favorece a misoginia e crimes contra as mulheres. “Pouco a pouco, a vida e o direito das mulheres vão sendo banalizados, como foi com a vida de Clarissa. Isso não foi uma fatalidade, porque acontece todos os dias. É a consequência de uma sociedade que, muitas vezes, autoriza, relativiza e normaliza esse ódio contra as mulheres”, disse.
Relembre o Caso Clarissa
A morte da enfermeira Clarissa Costa Gomes, de 31 anos, ocorreu em 9 de julho de 2025, no bairro Jardim Cearense, em Fortaleza. A vítima foi encontrada sem vida dentro da própria casa, com diversos golpes de faca.
O então companheiro, Matheus Anthony Lima Martins Queiroz, de 26 anos, foi preso em flagrante poucas horas depois e passou a responder pelo crime.
As investigações da Polícia Civil apontaram que o relacionamento era marcado por ciúmes e comportamento possessivo. Segundo o Ministério Público do Ceará, Clarissa havia manifestado a pessoas próximas a intenção de encerrar o namoro dias antes do crime.
No dia do assassinato, ela chegou a enviar uma mensagem de “SOS” para uma amiga durante uma reunião virtual e vizinhos relataram ter ouvido pedidos de socorro antes de o silêncio tomar conta da residência.
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Feminicídio com mais de 30 facadas
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o investigado não aceitou o fim do relacionamento e atacou a enfermeira com dezenas de facadas dentro da casa onde ela morava. O caso foi enquadrado como feminicídio, por ter sido praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.
Clarissa trabalhava como enfermeira neonatal no Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e no Hospital Dr. César Cals.
A morte causou grande comoção entre familiares, colegas de profissão e amigos, entre eles a cantora e influenciadora Juliette, que prestou homenagens públicas à vítima e chamou atenção para a importância de denunciar relacionamentos abusivos.
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