O ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro participa nesta quarta-feira (22) de uma audiência na Justiça Federal de Manhattan, em Nova York. Promotores e advogados propuseram que o julgamento por acusações de tráfico de drogas tenha início em junho de 2027. Preso nos Estados Unidos desde janeiro, Maduro se declara inocente e afirma ser um “prisioneiro de guerra”.
O ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro participará de uma audiência no Tribunal Federal de Manhattan, em Nova York, nesta quarta-feira (22), às 13h (horário de Brasília). O encontro ocorre após promotores do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a defesa apresentarem uma proposta conjunta para que o julgamento criminal contra o venezuelano tenha início em junho de 2027.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Maduro responde a acusações relacionadas ao tráfico de drogas e permanece preso nos Estados Unidos desde janeiro deste ano, após ser capturado durante uma operação realizada em Caracas.
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Julgamento pode começar em 2027
A proposta apresentada pelas partes foi protocolada na terça-feira (21) e estabelece um cronograma preliminar para um dos processos criminais de maior repercussão envolvendo um ex-chefe de Estado.
O documento ainda depende da aprovação do juiz federal Alvin Hellerstein, responsável pelo caso, que deverá definir o calendário definitivo das próximas etapas do processo. As partes também informaram que poderão solicitar alterações nas datas previstas.
Defesa tentará arquivar o processo
Segundo a petição apresentada ao tribunal, a defesa de Maduro pretende protocolar, até 2 de setembro, uma primeira rodada de recursos para tentar encerrar o processo.
Entre os principais argumentos está o pedido de reconhecimento de imunidade processual, sob a alegação de que Maduro deveria ser tratado como chefe de um Estado soberano.
Após a entrega de eventuais provas sigilosas pelo Ministério Público, os advogados terão até 11 de janeiro para apresentar uma segunda fase dos recursos judiciais.
Prisão ocorreu em janeiro
De acordo com as autoridades norte-americanas, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças especiais dos Estados Unidos durante uma operação realizada em Caracas, em janeiro deste ano.
Os dois foram levados para Nova York, onde respondem às acusações e se declararam inocentes.
Desde então, o casal permanece detido em uma prisão federal no bairro do Brooklyn.
Maduro diz ser “prisioneiro de guerra”
Durante uma audiência realizada em 5 de janeiro, Maduro afirmou ser um “prisioneiro de guerra” e voltou a acusar os Estados Unidos de promoverem sua deposição para controlar as reservas de petróleo da Venezuela.
Já o governo norte-americano sustenta que o ex-presidente comandou um regime autoritário, é acusado de corrupção, provocou o colapso da economia venezuelana e fraudou as eleições presidenciais de 2018 e 2024. Os Estados Unidos deixaram de reconhecê-lo como presidente legítimo da Venezuela em 2019.
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