O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, decidiu liberar os diretórios do partido para apoiarem Flávio Bolsonaro (PL) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2026. A medida frustra a tentativa do PL de formar uma coligação nacional com o PP e confirma que a legenda adotará uma posição de neutralidade no pleito.
O presidente nacional do Progressistas (PP), Ciro Nogueira, comunicou a lideranças da legenda que o partido não fechará apoio nacional a nenhum candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. Com isso, os diretórios estaduais terão liberdade para declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme a realidade política de cada estado.

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
A decisão foi tomada durante uma reunião realizada na noite de terça-feira (21), em Brasília, e encerra as negociações conduzidas pelo PL para atrair o PP para a coligação presidencial.
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PL não conseguiu fechar aliança
Segundo informações de bastidores, ainda estava prevista uma conversa entre Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira para discutir uma possível aliança.
No entanto, a expectativa já era de que não houvesse avanço nas negociações, cenário que acabou se confirmando com a decisão do comando do PP de liberar os diretórios estaduais.
A medida representa um revés para a campanha do candidato do PL, que buscava ampliar o tempo de propaganda eleitoral e fortalecer sua base de apoio.
Partido está dividido
A decisão também reflete a divisão interna do Progressistas. Enquanto grande parte das lideranças da região Nordeste tende a apoiar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dirigentes e parlamentares do Centro-Sul demonstram preferência por Flávio Bolsonaro.
Diante desse cenário, a direção nacional optou por não impor um posicionamento único à legenda.
Vice de Flávio foi descartado
Durante as articulações, Ciro Nogueira chegou a ser cogitado para ocupar a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
Entretanto, essa possibilidade foi descartada após o senador ter seu nome associado ao caso envolvendo o banco Master.
O PL também tentou convencer a senadora Tereza Cristina (PP-MS) a integrar a chapa presidencial, mas as negociações não avançaram.
Sem um acordo nacional entre os partidos, a parlamentar ficou fora da composição e mantém como principal objetivo disputar a presidência do Senado em fevereiro de 2027.
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