Corretora de imóveis foi presa 13 anos após a morte de Irasema Chavez, assassinada com cerca de 100 facadas em Arlington, no Texas. A identificação da suspeita foi possível após a reabertura do caso e o uso da técnica de genealogia genética investigativa pelo FBI e pela polícia local.

Mayra Velasquez foi presa (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Mayra Velasquez foi presa (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

A corretora de imóveis Mayra Velasquez, de 42 anos, foi presa na última sexta-feira (17), acusada de matar Irasema Chavez, de 32 anos, encontrada morta dentro do apartamento onde morava em Arlington, no estado do Texas, nos Estados Unidos.

Mayra Velasquez e Irasema Chavez

Mayra Velasquez e Irasema Chavez (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

O crime aconteceu em 20 de janeiro de 2012, e a vítima foi atingida por cerca de 100 golpes de faca.

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Relação com a vítima

Na época da investigação, a polícia não encontrou sinais de arrombamento no imóvel, o que levou os investigadores à hipótese de que a vítima conhecia o autor do crime ou havia permitido sua entrada no apartamento.

Câmera flagrou suspeita

Uma das principais provas reunidas durante a apuração foi a gravação de uma câmera de segurança feita na noite anterior ao homicídio.

As imagens mostram uma pessoa usando roupas largas e um moletom com capuz chegando ao prédio, subindo as escadas, batendo à porta do apartamento de Irasema e entrando no imóvel após uma breve conversa.

Presença de sangue

Os peritos também encontraram sangue no local que não pertencia à vítima. Apesar disso, o material genético não apresentou correspondência com os perfis disponíveis nos bancos de dados utilizados na época, impedindo a identificação do responsável pelo crime.

Em 2016, os investigadores encaminharam uma amostra do DNA para a empresa Parabon NanoLabs, que utilizou marcadores genéticos para elaborar uma projeção das características físicas do possível suspeito, como ancestralidade, cor dos olhos, cabelo e tom de pele.

Mesmo com a nova tecnologia, o caso permaneceu sem solução.

Nova investigação

As investigações foram retomadas em 2024, quando o Departamento de Polícia de Arlington passou a atuar em parceria com o escritório do FBI em Dallas.

A nova fase utilizou a técnica de Genealogia Genética Investigativa (IGG), que combina análises de DNA com bancos de dados genealógicos públicos e pesquisas em árvores familiares para identificar possíveis suspeitos.

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Corretora de imóveis acusada

Após cerca de dois anos de trabalho, a técnica levou os investigadores a uma nova pista. Com base nas informações obtidas e em outras provas reunidas durante a investigação, a polícia conseguiu elementos considerados suficientes para solicitar um mandado de prisão contra Mayra Velasquez.

As autoridades não divulgaram quais foram as novas evidências que fundamentaram a prisão, nem informaram se Mayra e Irasema mantinham algum tipo de relacionamento antes do crime.

Rotina de viagens

Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana, após o homicídio, Mayra seguiu a rotina normalmente e publicou registros de viagens para destinos como Peru, México, Paris, Londres, Disney World e Nova York.

O caso segue em andamento na Justiça norte-americana.

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