A morte de Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, dentro de uma creche na Mooca, zona leste de São Paulo, foi registrada pela Polícia Civil como homicídio culposo. O enquadramento chamou a atenção por envolver uma instituição de ensino e cinco funcionários investigados, entre eles a diretora e a coordenadora.
A morte de Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, dentro de uma creche na Mooca, zona leste de São Paulo, foi registrada pela Polícia Civil como homicídio culposo. O enquadramento chamou a atenção por envolver uma instituição de ensino e cinco funcionários investigados, entre eles a diretora e a coordenadora.

Creche onde Abdoulaye, de 1 ano e 4 meses, sofreu o acidente que terminou em morte. Foto: Reprodução.
O registro, no entanto, não significa que a polícia concluiu que alguém é culpado. Nesta fase, a tipificação serve para orientar a investigação sobre uma possível morte causada sem intenção, mas que pode ter ocorrido em razão de negligência, imprudência ou imperícia.
O que aconteceu com Abdoulaye?
Segundo o boletim de ocorrência, o menino participava de uma atividade recreativa quando se aproximou de uma grade instalada junto a uma parede e colocou a cabeça no espaço entre a estrutura metálica e a alvenaria.
A criança ficou presa por aproximadamente sete minutos até ser retirada por funcionários da creche. Ela foi levada às pressas para a UPA Mooca, mas não resistiu.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto de Criminalística (IC) foram acionados para esclarecer a dinâmica da ocorrência.
Entenda como foi registrado o caso
O homicídio culposo ocorre quando uma pessoa provoca a morte de outra sem intenção de matar, mas agindo com negligência, imprudência ou imperícia.
No caso de Abdoulaye, a Polícia Civil deverá apurar se havia falhas na estrutura da creche, na supervisão da criança ou no cumprimento dos protocolos de segurança.
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Caso fique comprovado que alguma dessas condutas contribuiu para a morte, os responsáveis poderão responder criminalmente.
Por outro lado, se a investigação concluir que não houve falha humana ou omissão penalmente relevante, o enquadramento poderá ser alterado ou até mesmo arquivado.
Cinco funcionários são investigados
Segundo a SSP, cinco funcionários da instituição estão sendo investigados, incluindo a diretora e a coordenadora. A Polícia Civil reforça que o registro por homicídio culposo representa apenas a classificação inicial do caso.
A corporação realiza diligências para ouvir testemunhas, analisar imagens de câmeras de segurança, verificar os procedimentos adotados pela creche e identificar quanto tempo a criança permaneceu presa antes do socorro.
A perícia também deverá apontar se a estrutura da grade apresentava algum risco para crianças daquela faixa etária.
O inquérito deverá reunir laudos periciais, depoimentos e demais provas antes de definir se houve responsabilidade criminal e quem poderá ser indiciado. Até o momento, ninguém foi preso.
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