O trajeto percorrido por Mayara Kemmer Klaus, de 19 anos, passou a ocupar o centro das investigações sobre o desaparecimento da estudante da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A jovem saiu de Joinville (SC) com destino a Londrina (PR), mas fez um percurso considerado incomum, o que levantou novas dúvidas sobre as circunstâncias do caso.

Imagens de câmeras de segurança mostram Mayara deixando o prédio onde morava sozinha, dirigindo um Nissan Kicks azul. Em vez de seguir pelo caminho mais utilizado entre as duas cidades, o veículo percorreu estradas secundárias, passando por São Bento do Sul e Campo Alegre antes de entrar no Paraná pela região da Lapa.
O trajeto diferente chamou a atenção dos investigadores, que agora tentam entender por que a estudante optou por essa rota e se a mudança de caminho tem relação com o desaparecimento.
Outro ponto que reforça o mistério é a divergência entre a localização do carro e do celular. Enquanto o veículo foi registrado na região da Lapa, o aparelho celular indicou localização em Piraquara na manhã de terça-feira (21). A diferença passou a integrar as linhas de apuração da Polícia Civil.
As ligações para o telefone de Mayara continuam sendo direcionadas para a caixa postal. Desde o desaparecimento, também não foram identificadas movimentações financeiras relevantes.
Segundo a família, apenas uma compra de aproximadamente R$ 10 em um posto de combustíveis foi registrada durante a viagem.
Com três dias de buscas, familiares seguem mobilizados e cobram respostas das autoridades. Informações que possam ajudar a localizar Mayara podem ser repassadas à Polícia Militar pelo telefone 190 ou à Polícia Civil pelo 197.