Novas informações sobre a morte da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Michele Leão Azevedo, indicam que as agressões que culminaram no feminicídio podem ter começado ainda durante uma confraternização realizada na presença de convidados. O principal suspeito é o companheiro da vítima, o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, que está preso preventivamente.
As investigações sobre a morte da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Michele Leão Azevedo, de 41 anos, apontam que a sequência de agressões que culminou no crime pode ter sido iniciada ainda durante uma confraternização realizada no último domingo (19).
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Capitã Michele Leão Azevedo (Foto: Arquivo pessoal)
Conforme apuram as autoridades, parte dos episódios de violência teria ocorrido enquanto outras pessoas participavam de uma festa. O principal investigado é o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, que teve a prisão preventiva decretada.
Ele é apontado pela Polícia Civil como o principal suspeito de ter cometido o feminicídio da oficial, enquanto o caso segue sob investigação para esclarecer a dinâmica dos fatos.
“O que nos foi passado é que uma pessoa presente na festa teria presenciado o início das agressões na frente dos demais convidados”, afirmou, sob condição de anonimato, uma fonte ligada às investigações.
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Convidados demonstram receio de prestar depoimento
Durante o andamento das investigações, pessoas que participaram da confraternização relataram receio de procurar espontaneamente a Polícia Civil para prestar depoimento.
Segundo informações obtidas O Tempo, alguns convidados preferem aguardar uma intimação oficial, temendo possíveis consequências caso o principal suspeito interprete seus relatos como uma tentativa de prejudicá-lo.
Nas gravações, uma mulher, que teria participado da reunião, aparece deixando o imóvel durante a madrugada da última segunda-feira (20). Em determinado momento, ela caminha em direção à saída enquanto utiliza o celular, mas demonstra hesitação antes de deixar o local. Pouco depois, consegue sair do condomínio por volta das 3h54.
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Relembre o caso
A capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Michele Leão Azevedo, de 41 anos, chegou sem vida ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na noite de 20 de julho.
Após a avaliação inicial, a equipe médica identificou sinais de traumatismo na cabeça e outras lesões pelo corpo compatíveis com agressões, além de concluir que a morte havia ocorrido horas antes da entrada da vítima na unidade de saúde.
Quem levou Michele ao hospital foi o companheiro dela, o 3º sargento da PMMG Eduardo Abner Pereira de Oliveira. Após análise dos elementos iniciais da investigação, a prisão em flagrante do militar foi confirmada, e ele passou a responder por suspeita de feminicídio consumado.
Em seu depoimento à polícia, Eduardo afirmou que o casal havia consumido bebidas alcoólicas e ecstasy após uma confraternização realizada na residência onde moravam.
Segundo sua versão, os dois participaram de práticas consensuais de dominação conhecidas como spanking, e, durante o dia, Michele teria caído de uma escada, recusando atendimento médico.
O sargento declarou ainda que ambos dormiram durante às 15h e que, ao despertar às 21h, percebeu que a companheira já não apresentava sinais de reação.
Perícia aponta divergências entre laudos e versão do suspeito
De acordo com a análise preliminar dos peritos, a morte de Michele Leão Azevedo teria ocorrido entre 15h e 17h30, intervalo que diverge da versão apresentada pelo investigado, que afirmou à polícia que ambos estavam dormindo nesse período.
Durante a perícia realizada no imóvel, os investigadores encontraram um cabo de madeira quebrado descartado no lixo, além de roupas de cama já lavadas e ainda úmidas na máquina de lavar.
Outro ponto apurado pela polícia é a tentativa atribuída ao suspeito de se desfazer de comprimidos de ecstasy enquanto estava no hospital.
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