Alexander Potosí, pai de María Camila, de 21 anos, concedeu sua primeira entrevista após a confirmação da morte da filha, encontrada sem vida dias depois de desaparecer em Cali, na Colômbia. Durante o depoimento, ele afirmou que a família segue aguardando respostas das autoridades, relembrou os últimos momentos ao lado da jovem, descrevendo a expectativa pela chegada da bebê, e revelou que María Camila havia conhecido a principal suspeita em um programa voltado para gestantes. Emocionado, também destacou a personalidade acolhedora e trabalhadora da filha. O pai afirmou ainda que a família não pôde ver o corpo após a localização e disse que os documentos oficiais não esclarecem as circunstâncias da morte.
O desaparecimento de María Camila Potosí, de 21 anos, mobilizou autoridades e familiares em Cali, na Colômbia. A jovem, que estava no oitavo mês de gestação, havia sido vista pela última vez em 16 de julho e, desde então, era procurada pelas forças de segurança.

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Três dias depois, no dia 19 de julho, o corpo da gestante foi localizado às margens do rio Meléndez, na altura do quilômetro 3 da via La Buitrera. A descoberta deu início a uma investigação para esclarecer as circunstâncias do crime.
Segundo familiares, o bebê que María Camila esperava teria sido retirado de seu útero antes de o corpo ser abandonado no local. Diante da gravidade do caso, os parentes cobram uma resposta das autoridades e pedem prioridade nas buscas para localizar a criança, enquanto a polícia trabalha para identificar os responsáveis e esclarecer o que aconteceu.
Pai de María Camila fala pela primeira vez
Em entrevista concedida a LA FM Colômbia, Alexander Potosí, pai de María Camila, falou pela primeira vez após a confirmação da morte da filha.
Durante a conversa, o pai da jovem foi questionado sobre os desdobramentos mais recentes da investigação e sobre as notícias que haviam chegado à família desde a localização do corpo de María Camila. O depoimento ocorre em meio à expectativa por respostas das autoridades, que seguem apurando as circunstâncias do crime e o paradeiro do bebê.
Pois, a verdade, neste momento, seguimos à espera. A informação que tenho é que as autoridades estão trabalhando arduamente”, disse o pai da jovem.
Pai de María Camila relembra os últimos momentos da filha
Durante a entrevista, Alexander Potosí afirmou que a família vem recebendo acompanhamento das autoridades desde o desaparecimento de María Camila. Segundo ele, agentes da polícia responsáveis pela região mantêm contato constante com os familiares, prestando apoio e repassando informações sobre o andamento das investigações.
Na sequência da conversa, o pai da jovem foi questionado sobre os últimos momentos vividos por María Camila antes de sua morte. A pergunta buscou esclarecer como foram as horas que antecederam o crime, em meio aos esforços das autoridades para reconstruir a cronologia dos fatos e identificar os responsáveis pelo assassinato.

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“Nas últimas horas, estávamos muito entusiasmados. E no domingo celebramos o chá de bebê, íamos fazer sua reunião, minha filha estava contente, todos estávamos contentes. Já a mulher, segundo o que me contaram, ela conheceu em um curso, um programa desses de mulheres grávidas”, contou.
Pai comenta situação da principal suspeita
Durante a entrevista, Alexander Potosí também foi questionado sobre a situação da principal suspeita do caso. Em resposta, ele afirmou acreditar que a mulher já estava sob responsabilidade das autoridades responsáveis pela investigação, embora não tenha apresentado detalhes sobre a condição processual dela.
Ao recordar a trajetória da filha, o pai descreveu María Camila como uma jovem dedicada ao trabalho e aos negócios que administrava ao lado do marido.

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Emocionado, ele ressaltou que a filha era conhecida pelo jeito acolhedor, pela facilidade em fazer amizades e pelo forte senso de responsabilidade, características que, segundo ele, marcaram sua personalidade e deixaram lembranças entre familiares, amigos e pessoas próximas.
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Detalhes do crime
Em outro momento da entrevista, Alexander Potosí afirmou que a família não teve a oportunidade de ver o corpo de María Camila após a sua localização. Segundo ele, documentos oficiais indicam que a jovem teria sido morta entre o dia 16 de julho e a madrugada do dia 17, período que coincide com o desaparecimento da gestante.
Questionado sobre a existência de lesões no abdômen da filha ou de informações que esclarecessem as circunstâncias da retirada do bebê, o pai explicou que não recebeu detalhes conclusivos.
De acordo com ele, o relatório entregue à família não apresenta informações específicas sobre a causa exata da morte nem confirma se o procedimento mencionado pelos familiares está diretamente relacionado ao falecimento.
“O único que temos claro é que a bebê não estava. A bebê não estava com minha filha. Porque se a bebê estivesse com minha filha, me teriam entregado os dois corpos. Mas a bebê não estava no ventre de minha filha”, contou.
As circunstâncias do crime seguem sob investigação das autoridades colombianas.
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