Ana Clara Antero de Oliveira, vítima de uma brutal tentativa de feminicídio em Quixeramobim (CE), emocionou os seguidores ao mostrar pela primeira vez as cicatrizes deixadas pelo reimplante das mãos, decepadas durante o ataque cometido pelo ex-namorado e o irmão dele. Em uma publicação nas redes sociais, ela afirmou que as marcas representam sua sobrevivência e classificou as cicatrizes como “o milagre” de sua vida. Os dois acusados seguem presos e respondem pelo crime na Justiça.
Ana Clara Antero de Oliveira, mulher que teve uma das mãos decepada e a outra gravemente mutilada durante uma tentativa de feminicídio, emocionou as redes sociais ao revelar pela primeira vez as cicatrizes deixadas pelo reimplante dos membros.

Ana Clara Antero de Oliveira teve as mãos reimplantadas (Foto: Reprodução)
Em uma publicação feita nesta semana, a vítima compartilhou imagens dos pulsos e afirmou que as marcas simbolizam sua sobrevivência após o ataque que quase tirou sua vida.
“As cicatrizes que carrego no meu braço são as marcas do meu milagre. As minhas cicatrizes não contam apenas o que aconteceu comigo. Elas contam que eu sobrevivi”, escreveu Ana Clara.
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Tentativa de feminicídio
O crime aconteceu no dia 1º de maio, em Quixeramobim, no interior do Ceará. Segundo as investigações, a jovem foi atacada após uma discussão com o ex-namorado, Ronivaldo Rocha dos Santos, de 40 anos.
Pouco depois, ele retornou à residência acompanhado do irmão, Evangelista Rocha dos Santos, de 34 anos, que invadiu o imóvel armado com uma foice e desferiu diversos golpes contra Ana Clara.

Suspeitos foram presos (Foto: Reprodução)
Mulher teve mão decepada
Durante o ataque, a vítima teve uma das mãos decepada e a outra ficou parcialmente amputada. Mesmo gravemente ferida, ela permaneceu consciente durante todo o tempo em que aguardou socorro.
Em relatos feitos após o crime, Ana Clara contou que fingiu estar morta para fazer o agressor acreditar que havia conseguido matá-la.
Resgate e socorro
Quando os criminosos deixaram a casa, ela tentou pedir ajuda, mas não conseguia manusear o celular por causa dos ferimentos. A única alternativa foi gritar até ser ouvida por vizinhos, que acionaram o resgate.
Ana Clara foi levada ao Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, onde passou por uma complexa cirurgia de reimplante das mãos. Segundo a própria vítima, ela permaneceu acordada durante praticamente todo o atendimento inicial e só conseguiu dormir momentos antes de entrar no centro cirúrgico.
Além do tratamento cirúrgico, recebeu acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, psicólogos e assistentes sociais.
Reimplante foi um sucesso
As investigações apontaram que a rapidez no atendimento foi fundamental para preservar os membros amputados e possibilitar o sucesso do procedimento de reimplante.
Suspeitos foram presos
Poucas horas após o crime, os dois suspeitos foram localizados e presos pela polícia. Evangelista foi encontrado em uma casa em Quixeramobim, onde os agentes apreenderam uma foice, roupas e um chinelo com manchas de sangue.
Já Ronivaldo foi capturado na residência de familiares, no município de Madalena.
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Justiça pede indenização
A Justiça do Ceará aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público, e os irmãos passaram à condição de réus por tentativa de feminicídio. O processo tramita sob segredo de Justiça.
Além da responsabilização criminal, o Ministério Público também pediu que os acusados paguem uma indenização de R$ 97 mil à vítima pelos danos causados.
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