A atriz e comediante Berta Loran faleceu na madrugada desta segunda-feira, 29 de setembro, aos 99 anos. Ela estava internada em um hospital particular em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro e completaria um século de vida em março do próximo ano.
O cenário artístico brasileiro perdeu uma de suas mais queridas figuras: a atriz e comediante Berta Loran faleceu na madrugada desta segunda-feira, 29 de setembro, aos 99 anos. Ela estava internada em um hospital particular em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, e completaria um século de vida em março do próximo ano.
Nos últimos anos, Berta Loran optou por uma vida mais reservada, mantendo-se afastada dos holofotes e do contato com a imprensa. Essa reclusão foi confirmada no livro de João Luiz Azevedo, produtor cultural e responsável pelo livro-homenagem “Berta Loran: 90 anos de humor”, publicado em 2016. Até o momento, a assessoria da unidade de saúde não se manifestou sobre as circunstâncias do falecimento.
Nascida em Varsóvia, Polônia, em 1926, Berta Loran imigrou para o Brasil ainda na infância, fugindo das perseguições antissemitas na Europa. Foi no Rio de Janeiro que ela descobriu sua paixão pelas artes e construiu uma carreira de sucesso e longevidade.
Sua popularidade com o grande público começou a se consolidar na década de 1960, com atuações memoráveis em programas de humor televisivos como “Balança, Mas Não Cai”, a clássica “Escolinha do Professor Raimundo” e “Zorra Total”.
Antes de alcançar a fama nacional, Berta iniciou sua jornada artística apresentando-se em clubes da comunidade judaica, onde formava a dupla Berta e Bela Ais, com sua irmã. O salto para os grandes palcos se deu em 1952, aos 26 anos, quando estreou no teatro de revista no palco do Teatro Carlos Gomes, a convite do maestro Armando Ângelo.
Sua versatilidade a levou também ao cinema, marcando sua primeira aparição em 1955, durante o auge das chanchadas brasileiras.
