Uma nova espécie de abelha foi identificada na Austrália Ocidental e chamou a atenção dos cientistas por um detalhe incomum: pequenas projeções no rosto da fêmea, semelhantes a chifres.

Abelha Lúcifer: espécie chifruda do inseto é descoberta. Saiba onde

Uma nova espécie de abelha foi identificada na Austrália Ocidental e chamou a atenção dos cientistas por um detalhe incomum: pequenas projeções no rosto da fêmea, semelhantes a chifres. A característica inspirou o nome científico do inseto, Megachile (Hackeriapis) lucifer. A descrição foi publicada no Journal of Hymenoptera Research, na segunda-feira (10).

Descoberta ocorreu durante estudo de planta ameaçada

A pesquisa não tinha como objetivo encontrar uma nova espécie de abelha. O registro aconteceu de maneira eventual, enquanto cientistas investigavam a Marianthus aquilonaris, flor silvestre e criticamente ameaçada de extinção, localizada na região da Serra de Bremer, na Austrália.

Segundo os pesquisadores, abelhas com aspecto diferente pousavam repetidamente na planta. Amostras foram coletadas e submetidas a testes de DNA, que confirmaram se tratar de uma espécie inédita. As análises ainda revelaram que os chifres estão presentes apenas nas fêmeas.

Nome foi inspirado em série de TV

A autora principal do estudo, Kit Prendergast, relata que estava assistindo à série Lúcifer durante a redação do artigo e relacionou o formato dos chifres ao personagem.

“A fêmea tinha pequenos chifres no rosto. Quando escrevi a descrição da nova espécie, o nome simplesmente combinou. Sou fã do personagem, então foi uma escolha natural”, explicou.

Espécie pode correr risco de extinção

Para Prendergast, a descoberta mostra como ainda há espécies desconhecidas na natureza. A abelha e a flor onde ela foi encontrada ocupam a mesma pequena área e podem estar sob ameaça devido à degradação do habitat e às mudanças climáticas.

Os pesquisadores ressaltam que a região abriga atividades de mineração, o que reforça a necessidade de preservação ambiental. A manutenção do ecossistema é vista como essencial para a sobrevivência das abelhas nativas.

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