A Justiça do Rio enviou para São Paulo o processo em que o PT acusa Jojo Todynho de difamação. O juiz entendeu que o caso deve ser analisado onde o conteúdo foi transmitido — no canal da Brasil Paralelo, sediada em SP. O MPRJ já havia se posicionado pela rejeição da ação. A mudança adia o desfecho da disputa iniciada após Jojo afirmar que recebeu oferta de R$ 1,5 milhão para apoiar Lula, acusação negada pelo PT.
A disputa judicial entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e Jojo Todynho ganhou um novo capítulo. A coluna Fábia Oliveira apurou, com exclusividade, que o processo por suposta difamação foi transferido do Rio de Janeiro para São Paulo após decisão do juiz Antonio Alves Cardoso Junior, da 28ª Vara Criminal da Capital do TJRJ. As informações são do Portal Metrópoles.
Na quarta-feira (26), o magistrado identificou um conflito de competência. Segundo ele, crimes de difamação cometidos na internet devem ser julgados no local onde o conteúdo foi disponibilizado ao público. No caso, a entrevista em que Jojo fez declarações polêmicas sobre o PT foi transmitida ao vivo no podcast Conversa Paralela, hospedado no canal da empresa Brasil Paralelo no YouTube — companhia com domicílio na cidade de São Paulo.
Diante disso, o juiz declinou a competência e enviou o processo para uma das Varas Criminais do Tribunal de Justiça de São Paulo. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) foi comunicado da decisão no mesmo dia, e tanto Jojo Todynho quanto o PT serão intimados.
A mudança de foro pode prolongar o andamento do caso e abrir uma nova fase no embate. Antes da transferência, o MPRJ havia recomendado a rejeição da denúncia, afirmando que não havia justa causa para o prosseguimento da ação, já que Jojo não teria especificado conduta concreta do PT nem atingido diretamente a reputação do partido. A manifestação favorável à defesa da artista pode influenciar o futuro desfecho, agora nas mãos do TJSP.
Relembre o caso
A polêmica começou em 2023, quando Jojo Todynho afirmou ter recebido uma proposta de R$ 1,5 milhão para apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ela, o primeiro contato teria ocorrido por telefone, seguido de um almoço. O PT nega a acusação, classificando as declarações como falsas e prejudiciais à imagem da sigla.
