O sistema de pagamentos por aproximação com cartões de crédito e débito no transporte público de São Paulo gerou controvérsia. O Metrô decidiu firmar um acordo técnico com a empresa Prodata para a instalação desse sistema em suas catracas, mesmo sendo parte do sistema TOP, que oferece a mesma tecnologia a um custo significativamente menor.
Nesse controverso acordo, questionado na Justiça e no Tribunal de Contas do Estado, o Metrô concordou em pagar 5% do valor da tarifa, resultando em R$ 0,26 por transação à Prodata. Além disso, o Metrô disponibilizou 75 catracas exclusivamente para esse sistema, que só aceitam pagamentos por aproximação, deixando de lado métodos prioritários como o TOP, Bilhete Único e QRCode. Isso gera filas e transtornos para os passageiros.

Por outro lado, a CPTM adotou uma solução mais eficiente, utilizando o sistema TOP, que aceita pagamentos por aproximação, Bilhete Único e QRCode em todas suas 641 catracas. Isso permite que os passageiros optem por qualquer forma de pagamento disponível.
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No Metrô, as catracas para pagamentos por aproximação muitas vezes ficam vazias durante horários de pico, enquanto os passageiros se aglomeram nas catracas que aceitam outros métodos de pagamento. Para agravar a situação, a CPTM paga apenas R$ 0,15 por transação ao TOP, enquanto o Metrô gasta R$ 0,26 com a Prodata, uma diferença de mais de 70%.

A questão que se coloca é: por que o Metrô, que é associado ao sistema TOP, insiste em um acordo tão desfavorável com a Prodata? O resultado é que o Metrô está pagando mais caro por um serviço inferior, o que é um desrespeito ao dinheiro público.
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