Começou na segunda-feira (08), em Fort Pierce, Flórida, o julgamento de Ryan Routh, de 59 anos, acusado de tentar assassinar Donald Trump em setembro de 2024. O incidente teria ocorrido enquanto Trump, então candidato à reeleição, jogava golfe em Palm Beach.

Acusado de tentar matar Trump vai a julgamento em clima de tensão

O julgamento de Ryan Routh, 59 anos, acusado de tentar assassinar Donald Trump em setembro de 2024, começou nesta segunda-feira (08), em Fort Pierce, Flórida. Routh, um trabalhador da construção civil sem formação jurídica, optou por fazer sua própria defesa em um caso que pode resultar em prisão perpétua. As acusações incluem tentativa de assassinato de um candidato presidencial, posse de arma de fogo e assalto a um oficial federal.

O plano e o confronto

Os promotores afirmam que os fatos ocorreram em 15 de setembro de 2024, quando Routh foi visto por um agente do Serviço Secreto escondido em arbustos perto do Trump International Golf Club, a uma distância de 270 a 450 metros de onde Trump jogava golfe. Routh estava armado com um rifle SKS e, segundo a acusação, o plano era meticuloso. Ao ser confrontado, o agente abriu fogo, e Routh abandonou a arma e fugiu sem disparar.

Documentos judiciais revelam que Routh teria tentado comprar armamentos pesados, como um lança-granadas (RPG), um míssil Stinger e um rifle calibre .50, afirmando a um suposto contato ucraniano que precisava de “equipamentos para que Trump não seja eleito”. A arma que ele usou no campo de golfe, um rifle SKS de fabricação chinesa, foi comprada por US$ 350 em agosto de 2024. As pessoas que intermediaram a venda, Tina Brown Cooper e Ronnie Jay Oxendine, se declararam culpadas de crimes relacionados a armas, mas negaram saber dos planos de Routh.

As contradições e a defesa

Apesar de ter um histórico criminal desde a década de 1990, com acusações por cheques sem fundo e porte ilegal de armas, Ryan Routh é descrito por seu filho, Oren Routh, como “um bom homem e trabalhador” que nunca demonstrou violência. Oren disse à CBS News que as acusações são surpreendentes, pois seu pai sempre tentou ajudar a comunidade.

No entanto, em documentos judiciais, Routh se mostra combativo e com declarações inflamadas contra Trump, a quem chamou de “idiota” e “porco racista”. A juíza Aileen Cannon, nomeada por Trump, permitiu a autodefesa, mas impôs regras rígidas para evitar “caos calculado”. Routh já fez pedidos incomuns, como um duelo de golfe e uma “sessão de pancadaria” com Trump.

A defesa de Routh pretende focar em seu caráter para convencer o júri de que ele não tinha a intenção real de matar Trump. Routh, que é eleitor não filiado, mas votou nas primárias democratas de 2024, também teve sua conta no X (antigo Twitter) suspensa por postagens sobre o ex-presidente. As declarações de abertura estão agendadas para 11 de setembro, e o julgamento deve durar de duas a quatro semanas, prometendo ser um marco na Flórida.

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