Uma adolescente de 16 anos foi encontrada morta dentro de casa em Mogi das Cruzes, após ter sido ameaçada por um familiar, segundo a polícia. O caso, que está sendo investigado como homicídio, tem dois suspeitos: o ex-companheiro da irmã da vítima e o ex-namorado da própria adolescente.

Adolescente de 16 anos é encontrada morta após ameaças; irmã da jovem fala em suspeitos

Uma adolescente de 16 anos foi encontrada morta dentro de casa pela própria mãe, na quarta-feira (20), no bairro Parque São Martinho, em Mogi das Cruzes (SP). O corpo da vítima, identificada como Fernanda Tiemi dos Santos Ferreira, estava no quarto, sobre a cama, e apresentava ferimentos na região do pescoço, que a polícia acredita terem sido causados por uma faca.

A ocorrência, registrada no 4º DP do município, teve início quando a Polícia Militar foi acionada para averiguar uma denúncia de homicídio.

A mãe da adolescente relatou ter saído de casa pela manhã e, ao retornar por volta das 16h50, encontrou a filha já sem vida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e confirmou o óbito no local.

Relacionamentos conturbados e ameaças

Durante a investigação, a polícia ouviu familiares da vítima e descobriu detalhes sobre as relações conturbadas da adolescente e de sua irmã. A irmã mais velha, grávida de oito meses, relatou ter um relacionamento ruim com a vítima e até mesmo um histórico de brigas que a levou a registrar um boletim de ocorrência contra ela.

Ela também mencionou que seu ex-companheiro, que possui uma medida protetiva contra ele, não gostava da vítima.

O ex-companheiro teria ido à casa da irmã da vítima pedindo que ela retirasse a medida protetiva, ameaçando que, se ela não o apoiasse a morar no mesmo imóvel, “aconteceria uma desgraça”.

Além disso, a irmã da vítima informou que a adolescente, que era mãe de uma criança de 1 ano e 3 meses, tinha uma relação difícil com o ex-namorado e pai de sua filha, um jovem de 28 anos. Ela afirmou que o ex-namorado da irmã tinha dívidas e a adolescente vinha recebendo ameaças de morte por telefone.

O que a polícia descobriu

O ex-companheiro da irmã da vítima foi ouvido pela polícia e negou o crime. Ele confirmou que esteve no local para pedir a retirada da medida protetiva, mas alegou que deixou a casa sem qualquer discussão. Ele também afirmou que soube do ocorrido apenas com a chegada da polícia e que não tinha uma boa relação com a vítima.

O Setor de Homicídios de Mogi das Cruzes está à frente do caso, com o apoio da perícia. Exames foram solicitados ao Instituto Médico Legal (IML) para aprofundar a investigação. Até o momento, ninguém foi preso.

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