Um adolescente foi filmado jogando um gato em um rio em São Luiz do Paraitinga. O caso gerou repercussão nas redes sociais, e a Polícia Civil investiga como maus-tratos. O animal foi resgatado com ferimentos leves.
Um adolescente é investigado pela Polícia Civil após ser filmado arremessando um gato no Rio Paraitinga, na Rua da Música, região central de São Luiz do Paraitinga, no interior de São Paulo. O caso foi registrado em boletim de ocorrência nesta quarta-feira (25).
Vídeo gerou repercussão
Segundo o registro policial, o caso veio à tona após a circulação de um vídeo nas redes sociais. As imagens mostram o adolescente segurando o animal e, em seguida, jogando o gato no rio.
A denúncia foi feita por integrantes da Associação Protetora dos Animais do município, pela tutora do animal e também por uma vereadora da cidade.
Família se manifesta
O pai do adolescente afirmou que está abalado com o ocorrido e que acompanha o caso junto à defesa.
“Como pai, a única palavra é desculpa. Quanto ao meu filho, ele estará à disposição da Justiça”, declarou ao g1.
O advogado do jovem informou que a família está colaborando com as investigações, mas criticou ataques nas redes sociais.
Segundo a defesa, comentários ofensivos, ameaças e ataques contra familiares não contribuem para a apuração e podem configurar novos crimes.
Gata foi resgatada
A presidente da associação de proteção animal, Ludimila Aparecida Conceição da Silva, afirmou que o vídeo começou a circular por volta do meio-dia.
De acordo com ela, a gata costuma ficar na região onde ocorreu o crime e é bem cuidada pela família. Há ainda suspeita de que mais pessoas tenham participado da ação, além do adolescente e de quem filmou.
O animal foi encontrado horas depois e levado para atendimento veterinário em Taubaté. Após avaliação, foi constatada apenas uma torção, e a gata segue em tratamento com medicação para dor e anti-inflamatórios.
Investigação em andamento
O caso foi registrado como ato infracional análogo ao crime de maus-tratos a animais e será encaminhado à Vara da Infância e Juventude.
A associação também solicitou apoio da prefeitura para obter imagens de câmeras de segurança da região que possam ajudar na identificação de outros envolvidos.
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