Julia Kwapis, 14 anos, foi uma das vítimas do tornado que devastou Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, na noite de sexta-feira (07).

Adolescente foi arrastada por 15 km durante tornado no Paraná antes de ser encontrada morta

Julia Kwapis, 14 anos, foi uma das vítimas do tornado que devastou Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, na noite de sexta-feira (07). A adolescente voltava para casa quando o fenômeno climático atingiu o município, destruindo cerca de 90% da área urbana. Filha de Roberto e Mari Kwapis, Julia era descrita como uma jovem alegre, dedicada à família e à igreja. Horas antes da tragédia, conversou com o pai sobre a festa que fariam após sua crisma, marcada para a manhã seguinte.

Vítima foi encontrada em cidade vizinha

De acordo com familiares, Julia estava na casa de uma amiga quando o vento avançou de forma repentina. A força do tornado a arrastou por aproximadamente 15 quilômetros, até Laranjeiras do Sul, município vizinho. Ela foi encontrada com ferimentos gravíssimos e levada ao hospital, mas não resistiu.

A mãe relatou que a filha chegou à unidade de saúde em “grau quatro de sobrevivência”, com múltiplas lesões. A última mensagem enviada por Julia ao pai perguntava sobre os preparativos da festa que fariam após a cerimônia religiosa, lembrança que a família guarda como o último contato com a adolescente.

Cidade destruída e escolas interditadas

O tornado causou danos severos em Rio Bonito do Iguaçu, cidade com cerca de 14 mil habitantes. Casas foram destelhadas, estruturas comerciais desabaram e ruas ficaram cobertas por entulho. Equipes de resgate seguem contabilizando os prejuízos. Ao todo, seis pessoas morreram devido ao fenômeno — cinco delas em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava.

Duas escolas estaduais da cidade, Ludovica Safraider e Ireno Alves, sofreram grandes danos e estão passando por avaliação. O Enem foi suspenso no município, e o Inep garantiu a reaplicação da prova para os estudantes afetados.

Comunidade em luto

A morte de Julia tornou-se um símbolo da tragédia que abalou a cidade. Para os moradores, a história da adolescente representa o luto coletivo de uma comunidade que, além das perdas humanas, tenta se reerguer após um dos eventos climáticos mais severos já registrados na região.

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