O adolescente da etnia Sateré-Mawé, apreendido nesta quinta-feira (9), suspeito de matar os próprios irmãos, de apenas 2 e 5 anos, em uma aldeia próxima a Barreirinha, no Amazonas, também admitiu ter matado o cachorro da família antes de cavar covas para enterrar as vítimas.
O adolescente da etnia Sateré-Mawé, apreendido nesta quinta-feira (9), suspeito de matar os próprios irmãos, de apenas 2 e 5 anos, em uma aldeia próxima a Barreirinha, no Amazonas, também admitiu ter matado o cachorro da família antes de cavar covas para enterrar as vítimas.
Segundo a polícia, ele confessou o duplo homicídio e relatou que teria cometido os crimes a mando de um tio, identificado apenas como Valdecir.
O crime foi denunciado pela mãe das crianças, que encontrou a cena e acionou as autoridades. A brutalidade do ato chocou a comunidade e exigiu cautela das forças de segurança.
Em vídeo divulgado por aplicativos de mensagens, o adolescente afirmou que o tio teria ido armado até o local, ameaçado-o e ordenado que matasse os irmãos. Entretanto, a mãe apresentou uma segunda versão, afirmando que o filho estava sob efeito de drogas no momento do crime, levantando a hipótese de que ele possa ter agido em surto, sem influência de terceiros.
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) investiga todas as versões, incluindo a possível participação do tio e o uso de entorpecentes. Os corpos das crianças foram encaminhados ao necrotério de Barreirinha para perícia.
O jovem segue sob custódia das autoridades, enquanto a comunidade indígena tenta se recuperar do impacto da tragédia.
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