Um adolescente de 16 anos foi apreendido após confessar ter matado e enterrado o próprio pai. O caso ocorreu em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, em 5 de setembro mas só foi descoberto nesta segunda-feira (29), após uma denúncia. Após o crime, o jovem seguiu uma rotina de festas e gastos com o dinheiro encontrado entre os pertences do pai.

Adolescente que matou pai e enterrou corpo no quintal, pagou tatuagem para amigo após crime

Um adolescente de 16 anos foi apreendido após confessar ter matado e enterrado o próprio pai. O caso ocorreu em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, em 5 de setembro mas só foi descoberto nesta segunda-feira (29), após uma denúncia. Após o crime, o jovem seguiu uma rotina de festas e gastos com o dinheiro encontrado entre os pertences do pai. Ele chegou a financiar uma tatuagem a um dos comparças após o assassinato.

O delegado titular da DRACO, Adriano de Linhares, afirmou que o adolescente seguiu levando uma rotina normal, de festas e convívio com amigos, consumindo álcool e substâncias entorpecentes e gastando o dinheiro do pai. A vida de excessos não levantou suspeitas, pois o jovem apresentava diferentes versões para o sumiço do pai, incluindo uma suposta viagem ao Uruguai devido a ameaças.

O caso foi descoberto após a filha da vítima, que mora em Palmitinho (RS), registrar o desaparecimento do pai.

Ajuda de amigos e prisões

Após o crime, o jovem contou ter saído de casa e pedido ajuda a um amigo, M.E.P.A., a quem contou o que havia feito. Mais tarde, ele contou com a ajuda de dois amigos, P.R.F.A.F e M.E.P.A., ambos maiores de idade, para ocultar o corpo em uma área rural. O adolescente pagou a um com uma tatuagem de R$ 350,00 e ao outro com dois pneus da borracharia do pai. Os dois adultos foram presos em flagrante por ocultação de cadáver.

A Brigada Militar chegou ao caso ao estranhar que a borracharia da vítima continuava em funcionamento. O filho, inicialmente, negou o crime, mas acabou confessando ao ser confrontado com as evidências.

Motivação e processo

O delegado Adriano de Linhares destacou que a motivação principal do crime seria patrimonial, pois o jovem queria assumir os negócios da família.

Embora o adolescente tenha alegado que o pai o agredia e que sofria abusos, o delegado afirmou que essa justificativa “não condiz com a realidade“.

O adolescente foi encaminhado ao Ministério Público e poderá responder por ato infracional análogo a latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver. A Polícia Civil segue investigando se os amigos presos tiveram participação no planejamento do assassinato.

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