Uma adolescente de 17 anos resgatada dentro de um canil na casa do namorado, em Santana do Ipanema, em Alagoas, afirmou nas redes sociais que não foi vítima de tortura ou cárcere privado e que mantinha um relacionamento consensual com o suspeito. O caso ocorreu na quinta-feira (23) e segue sob investigação da Polícia Civil de Alagoas.
Uma adolescente de 17 anos resgatada dentro de um canil na casa do namorado, em Santana do Ipanema, em Alagoas, afirmou nas redes sociais que não foi vítima de tortura ou cárcere privado e que mantinha um relacionamento consensual com o suspeito. O caso ocorreu na quinta-feira (23) e segue sob investigação da Polícia Civil de Alagoas.

Foto: Reprodução Polícia Civil
Adolescente contesta versão da polícia
Em publicações que foram apagadas após a repercussão, a jovem questionou a atuação das autoridades. Ela alegou que a residência teria sido invadida sem autorização legal e afirmou que não houve comprovação de tortura ou cárcere. A adolescente também declarou que o exame de corpo de delito não teria apontado irregularidades.
Denúncia partiu do Conselho Tutelar
De acordo com a Polícia Civil, o caso chegou à delegacia após denúncia feita pelo Conselho Tutelar, que informou que a adolescente passava os dias isolada no quintal da casa do suspeito. O órgão também relatou que a jovem tem familiares nos municípios de Carneiros e Olivença, mas foi criada por outra parente em Santana do Ipanema.
Suspeito foi preso em flagrante
O namorado da adolescente, identificado como Danrley (20), foi preso em flagrante e indiciado pelo crime de tortura. Segundo a polícia, ele já havia sido detido anteriormente, em janeiro deste ano, por tráfico de drogas.
Ainda conforme o relato da adolescente, no momento da abordagem policial, o casal havia acabado de acordar, e o jovem teria saído para comprar comida.
Investigação segue em andamento
Em nota, a Polícia Civil informou que todos os procedimentos legais foram adotados, incluindo a prisão em flagrante e a formalização do inquérito com base nas provas coletadas.
A corporação destacou que o próximo passo será o envio do relatório final ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que devem analisar o caso.
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