A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para apurar uma denúncia de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos no bairro Arvoredo, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime, ocorrido na sexta-feira (12), teria sido praticado por pelo menos quatro rapazes, todos também de 17 anos.
A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para apurar uma denúncia de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos no bairro Arvoredo, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Pelo menos quatro rapazes, todos também de 17 anos, participaram do crime ocorrido na sexta-feira (12), de acordo com as informações.

(Foto: Polícia Militar MG)
Os investigadores já iniciaram os depoimentos dos suspeitos. O caso aconteceu durante um churrasco na residência da vítima, aproveitando o momento em que os pais dela estavam fora.
Inicialmente, a jovem recebeu um grupo de oito conhecidos, incluindo duas amigas e o namorado de uma delas. Por volta das 23h, a maior parte do grupo foi embora, restando apenas os quatro rapazes.
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Suspeita de bebida adulterada
A adolescente relatou que o grupo consumia cerveja e que desconfia que os suspeitos colocaram alguma substância entorpecente em seu copo sem o seu consentimento, pois perdeu a consciência logo em seguida. Ela afirmou ter acordado horas depois, nua, com hematomas e arranhões pelo corpo, percebendo que estava sendo violentada por dois dos jovens, enquanto um terceiro presenciava o ato no mesmo cômodo.
O quarto envolvido, que não estava no quarto no momento em que ela despertou, é um amigo de infância da vítima. Após o crime, ele enviou mensagens de texto para a jovem admitindo a participação nos abusos, reconhecendo a gravidade do ocorrido e pedindo desculpas.
A polícia recebeu os registros dessas conversas da mãe da adolescente. Conforme os relatos familiares, o rapaz também fez ameaças para tentar evitar denúncias sobre o caso.

Reprodução / g1
Coação em hospital e busca por apoio médico
A Polícia Militar denunciou formalmente o caso no sábado, após a jovem conseguir relatar o ocorrido para a mãe. A vítima foi encaminhada à Maternidade Municipal de Contagem, onde recebeu as medicações necessárias e passou por exames periciais de corpo de delito.
Durante o atendimento médico, a família enfrentou momentos de tensão. Os pais de dois dos investigados foram até a porta do hospital para tentar forçar um acordo e evitar o desdobramento judicial. Diante da tentativa de coação, a equipe médica da unidade acionou o Ligue 180 e acionou a Polícia Militar para registrar a ocorrência.
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Impacto familiar e medidas socioeducativas
De acordo com a mãe da adolescente, a família está profundamente abalada com a situação e enfrenta dificuldades para conseguir atendimento psicológico na rede pública de saúde. Em declaração, a jovem lamentou o ocorrido e desabafou sobre a quebra de confiança por parte de pessoas que considerava próximas.
Como todos os investigados são menores de idade, o caso segue sob sigilo. Se as participações forem confirmadas ao término do inquérito policial, os jovens não responderão criminalmente como adultos, mas sim por ato infracional análogo ao crime de estupro de vulnerável, ficando sujeitos às medidas socioeducativas previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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