Três adolescentes foram apreendidos em Dourados (MS) após planejarem um massacre na Escola Municipal Francisco Meireles. O grupo tinha facas, machetes e roupas camufladas, além de desenhar símbolos nazistas no corpo. Segundo a polícia, os menores confessaram a intenção e planejavam atacar colegas e uma professora de geografia. A Justiça determinou a apreensão imediata e futura internação na Unei.
Três adolescentes, com idades entre 14 e 16 anos, foram apreendidos em flagrante na terça-feira (30) após arquitetarem um massacre na Escola Municipal Francisco Meireles, em Dourados, Mato Grosso do Sul. Eles serão mantidos por cinco dias em cela da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) até a transferência para uma Unei (Unidade Educacional de Internação).
Segundo as investigações, o trio planejava o ataque há dias e tinha como principal alvo uma professora de geografia, além de colegas de classe. Eles chegaram a simular estratégias de ataque, ensaiando formas de agir em grupo e escolhendo momentos estratégicos para agir, como o intervalo das aulas.
A delegada Andreia Alves Pereira, titular da DAIJI (Delegacia de Atendimento à Infância, Juventude e Idoso), informou que dois adolescentes chegaram a desenhar suásticas nazistas no braço. Dentro das mochilas, foram encontrados facas, machetes, balaclavas e roupas camufladas. “Em suas oitivas confessaram a intenção de cometer o massacre. A ideia teria partido de um dos menores, inspirado em um massacre visto na internet, que convidou os outros dois”, detalhou.
A descoberta ocorreu após denúncia à Guarda Municipal, que mobilizou a equipe da Ronda Escolar. Os adolescentes estavam contidos na sala da direção quando os agentes chegaram. Professores já haviam desconfiado do comportamento do trio, que se isolava dos colegas e evitava diálogo. Em um dos episódios, a professora de geografia, apontada como alvo, notou a postura estranha dos três, encostados contra a parede em silêncio. Pouco depois, um professor encontrou uma mochila pesada com as facas escondidas.
De acordo com o juiz Eguiliell Ricardo da Silva, da Vara da Infância e Juventude, a apreensão foi necessária para garantir a segurança da comunidade escolar.
“A apreensão em flagrante, somada às provas coletadas, exigiu resposta imediata para resguardar alunos, professores e funcionários”, afirmou na decisão.
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