Diante de especulações de que o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, teria ordenado a morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, seu advogado, Bruno Ferullo, negou veementemente o envolvimento do cliente. Ruy foi o responsável pelo pedido de prisão de Marcola em 2019, o que levantou suspeitas sobre a motivação do crime.
Diante de especulações de que o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, teria ordenado a morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, seu advogado, Bruno Ferullo, negou veementemente o envolvimento do cliente. Ruy foi o responsável pelo pedido de prisão de Marcola em 2019, o que levantou suspeitas sobre a motivação do crime.
Em declaração, o advogado foi direto ao ser questionado se Marcola teria mandado matar o delegado. “Definitivamente, não”. Ele contestou a atribuição do crime ao seu cliente, questionando a capacidade de Marcola de dar uma ordem de dentro da prisão.
“Até bom você ter tocado nesse assunto. Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, está numa penitenciária de segurança máxima federal, desde 2019”, explicou Ferullo.
O advogado reforçou que a penitenciária federal é monitorada online 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. “Marco, ela só se preocupa em cumprir a sua pena”, afirmou, descartando a possibilidade de que o líder do PCC tenha orquestrado a execução.
Investigação avança
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o assassinato tenha ligação com a vida profissional de Ruy. Câmeras de segurança flagraram o momento em que três criminosos com fuzis desceram de uma caminhonete e atiraram contra o ex-delegado.
Até o momento, quatro suspeitos foram presos: Dahesly Oliveira Pires, Luiz Henrique Santos Batista (Fofão), Rafael Marcell Dias Simões (Jaguar) e Willian Silva Marques, dono da casa que serviu de base para a quadrilha em Praia Grande.
As autoridades ainda buscam por outros três foragidos: Felipe Avelino da Silva (o Mascherano do PCC), Flávio Henrique Ferreira de Souza e Luiz Antonio Rodrigues de Miranda, que teria ordenado que um dos fuzis fosse buscado na casa de Willian.
Esposa faz revelações
A investigação sobre a execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, de 54 anos, ganhou um novo e crucial capítulo com o depoimento de sua esposa. Segundo ela, em entrevista exclusiva ao programa Domingo Espetacular, Ruy estava há quatro dias sem dormir e tenso havia quatro meses, preocupado com uma situação envolvendo a licitação de câmeras de segurança pública em Praia Grande, onde atuava como secretário municipal.
A esposa revelou que Ruy tinha informações sobre a licitação em seu celular e que, quando questionado, disse que contaria mais detalhes depois. O tempo, no entanto, não permitiu que ele falasse mais, pois o ex-delegado foi assassinado momentos após sair da prefeitura.
