Advogado do MC Ryan SP, Felipe Cassimiro Melo De Oliveira fez uma publicação nas redes sociais rechaçando a decisão da Justiça Federal de revogar o habeas corpus concedido aos detidos na Operação Narco Fluxo.

Advogado falou após decisão da Justiça (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Advogado falou após decisão da Justiça (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

O advogado do cantor MC Ryan SP, Felipe Cassimiro Melo De Oliveira, fez uma publicação em suas redes sociais nesta quinta-feira (23), após decisão judicial que virou o jogo para o artista.

MC Ryan foi preso preventivamente (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

MC Ryan foi preso preventivamente (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

O especialista em Direito Penal e Criminologia repudiou a decisão da Justiça Federal, que optou por decretar prisão preventiva para o cantor e outros nomes detidos na Operação Narco Fluxo, na semana passada.

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Advogado rechaçou decisão

Em seu perfil no Instagram, o advogado fez uma citação ao filósofo inglês John Locke, conhecido como o ‘pai do liberalismo’. “Onde a lei termina, se inicia a tirania”, diz o trecho selecionado por ele, em tradução livre.

Cassimiro ainda citou o Livro II, capítulo XVIII, parágrafo 202 da obra Dois Tratados sobre o Governo, do mesmo autor. No trecho, Locke trata diretamente do direito de resistência contra governos tirânicos.

“Quando o governante exerce o poder sem direito e contra a lei, ele se coloca em estado de guerra contra o povo”, diz o autor.

(Foto: Reprodução / Redes Sociais)

(Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Prisão preventiva de Ryan SP

A Justiça Federal decretou a prisão preventiva de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo nesta quinta-feira, horas após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus aos investigados da operação.

Segundo a nova decisão, os dois seguirão presos após pedido da Polícia Federal (PF), que alegou necessidade de garantia da ordem pública e aplicação da lei penal.

Habeas corpus havia sido concedido

Mais cedo, o STJ havia reconhecido uma irregularidade no decreto de prisão temporária, ao apontar que a decisão original extrapolou o prazo de cinco dias pedido pela PF.

A medida beneficiava os investigados presos na operação, mas o novo pedido da Polícia Federal mudou novamente o cenário.

Defesas acompanharam reviravolta

A decisão gerou reviravolta no caso depois de advogados terem celebrado o habeas corpus concedido mais cedo.

Até o momento, as defesas acompanham os desdobramentos da nova ordem judicial. A investigação pela PF continua.

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