Autoridades de saúde emitiram um alerta após mais de 1.100 casos suspeitos de ebola serem registrados. Até o momento, 263 infecções e 43 mortes foram confirmadas. Especialistas defendem uma resposta rápida para conter o avanço da doença, causada pela cepa Bundibugyo, que ainda não possui vacina ou tratamento específico.

Alerta global: aumento dos casos suspeitos de ebola preocupa autoridades de saúde

Mais de 1.100 pessoas são consideradas casos suspeitos de ebola, segundo alerta feito pelo diretor da agência de saúde da União Africana (UA), Jean Kaseya. Em artigo publicado neste domingo, ele afirmou que as autoridades precisam agir rapidamente para evitar a ampliação do surto.

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De acordo com Kaseya, até o último sábado foram confirmados 263 casos da doença, além de 43 mortes. Outros 1.100 registros seguem sob investigação.

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“Devemos agir na velocidade da epidemia”, alertou o dirigente.

Plano bilionário para conter o avanço

Diante da gravidade da situação, ministros da Saúde de três países africanos aprovaram recentemente um plano de resposta estimado em US$ 319 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,6 bilhão.

Segundo Kaseya, o esforço precisa ser ampliado para evitar novas crises sanitárias.

“Esse impulso deve agora se estender por todo o continente. Este surto não será o último”, afirmou.

Surto foi declarado em maio

O atual surto foi oficialmente declarado em 15 de maio. As autoridades de saúde identificaram como responsável a cepa Bundibugyo do vírus Ebola.

Atualmente, não existe vacina nem tratamento específico aprovado para essa variante da doença.

Como ocorre a transmissão

O vírus Ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais ou sangue de pessoas infectadas. Os pacientes só se tornam contagiosos após o surgimento dos sintomas.

O período de incubação pode durar até 21 dias, o que dificulta a identificação rápida dos casos e aumenta o desafio para as autoridades sanitárias.

Especialistas monitoram evolução

As autoridades de saúde acompanham a evolução do surto e reforçam a necessidade de ampliar a vigilância epidemiológica, acelerar diagnósticos e fortalecer o atendimento médico para evitar que a doença se espalhe ainda mais.

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