O youtuber Wilker Leão, estudante de História da Universidade de Brasília (UnB), foi oficialmente expulso da instituição e está impedido de realizar novas matrículas. A medida foi tomada após a conclusão de um Processo Disciplinar Discente (PDD), que contou com parecer da Procuradoria Federal junto à UnB. O aluno pode ficar afastado por até 3 anos.

Foto: Reprodução
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O youtuber Wilker Leão, estudante de História da Universidade de Brasília (UnB), foi oficialmente expulso da instituição e está impedido de realizar novas matrículas. A medida foi tomada após a conclusão de um Processo Disciplinar Discente (PDD), que contou com parecer da Procuradoria Federal junto à UnB, e prevê a possibilidade de recurso.

A punição foi motivada por sua conduta em sala de aula: ele passou a gravar colegas e professores sem autorização e divulgar os vídeos em redes sociais, em tom de deboche, exposição e ridicularização. Para a universidade, tais atos representaram uma quebra de respeito e uma ameaça ao ambiente acadêmico.

Segundo a Instrução Normativa nº 01/2023, medidas dessa natureza só podem ser canceladas após seis períodos letivos regulares sem nova infração, o que equivale a cerca de três anos de afastamento. Wilker já havia sido suspenso anteriormente, em meio ao processo que culminou na sua exclusão definitiva.

O caso também se desdobrou na esfera judicial. O youtuber foi condenado por difamação e injúria contra um professor da disciplina de História da África, recebendo pena de dois anos e três meses de detenção em regime aberto, posteriormente convertida em multas e indenizações.

Em paralelo, ele chegou a organizar um ato com militantes de direita dentro da UnB, o que foi interpretado como incentivo à violência contra estudantes. Em seus vídeos, Wilker chegou a afirmar que cursava História para combater narrativas ideológicas da esquerda.

Antes mesmo da confirmação oficial, o portal já havia publicado que o estudante estaria sendo afastado por gravar colegas e professores, versão que acabou se alinhando às acusações formais do processo disciplinar.

Em nota, a UnB reiterou que a expulsão cumpre rigorosamente o resultado do PDD e o parecer da Procuradoria Federal, além de garantir o direito de recurso.

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