A maranhense Iraci Bezerra dos Santos Cruz, de 43 anos, presa por enforcar a enteada Rafaela Marinho Souza, de 7 anos, na Cidade Estrutural, no Distrito Federal, já respondia por outro homicídio cometido no Pará.
A maranhense Iraci Bezerra dos Santos Cruz, de 43 anos, presa por enforcar a enteada Rafaela Marinho Souza, de 7 anos, na Cidade Estrutural, no Distrito Federal, já respondia por outro homicídio cometido no Pará. Conforme inquérito da Polícia Civil paraense, ela assassinou o ex-companheiro, Marcos Gomes, com um disparo de arma de fogo e, na sequência, ateou fogo ao corpo na tentativa de eliminar provas.
O crime contra Marcos ocorreu em 17 de dezembro de 2023, no assentamento Brasília, localizado no distrito de Altamira, interior do Pará. À época, Iraci trabalhava e morava em uma fazenda junto ao companheiro e chegou a confessar o homicídio em uma ligação telefônica feita para a esposa do proprietário do local. Após o comunicado, a polícia foi acionada e encontrou o corpo da vítima, além de uma espingarda calibre 28 que apresentava digitais da acusada.
Mandado em aberto e prisão preventiva
Após ser indiciada pela Polícia Civil do Pará, Iraci foi denunciada pelo Ministério Público do estado, que solicitou sua prisão preventiva. A Justiça acatou o pedido ao concluir que a acusada matou Marcos Gomes e incendiou o cadáver com o objetivo de dificultar a apuração dos fatos. Mesmo assim, ela não foi localizada para cumprir as determinações judiciais, passando a constar como foragida.
Sem se apresentar à Justiça e sem constituir defesa no processo, Iraci teve seu nome inserido em registros de foragidos, até ser presa no Distrito Federal após o crime contra a enteada.
Entrega e confissão
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a criança foi enforcada com um cinto e teve o corpo deixado pendurado em uma pilastra dentro da residência da família. Após o crime, Iraci dirigiu-se espontaneamente à 8ª Delegacia de Polícia da Estrutural, onde confessou o assassinato e permaneceu detida para prestar depoimento.
Em relato inicial, a mulher afirmou que matou a enteada porque a menina teria dito que preferia morar com uma vizinha. Familiares e vizinhos, porém, descreveram Rafaela como uma criança carinhosa e tranquila. A irmã da vítima, que preferiu não se identificar, relatou, emocionada, que a menina era muito bondosa.

A suspeita, Iraci Bezerra dos Santos Cruz (43).
Apuração e motivação
De acordo com informações preliminares, a principal linha de investigação aponta que o crime pode ter sido motivado por ciúmes da relação entre o pai e a filha. A PCDF, no entanto, mantém cautela e continua apurando o histórico familiar e possíveis episódios anteriores de violência.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou a morte da criança ainda no local. O caso segue sob investigação e deve ser encaminhado à Justiça como homicídio qualificado, com agravantes que ainda estão em análise pelas autoridades.
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