Antes da recente polêmica envolvendo uma campanha da Havaianas estrelada por Fernanda Torres, a marca já havia explorado o duplo sentido da expressão “pé direito” em outra publicidade — sem qualquer reação política. Em 2014, o protagonista foi Romário, hoje senador pelo PL, em um comercial exibido durante a Copa do Mundo no Brasil.

Em campanha da Havaianas, Romário aparece usando apenas o chinelo do pé direito enquanto o “pé esquerdo” é enviado simbolicamente a Maradona. Foto: Reprodução.
Em campanha da Havaianas, Romário aparece usando apenas o chinelo do pé direito enquanto o “pé esquerdo” é enviado simbolicamente a Maradona. Foto: Reprodução.

Antes da recente polêmica envolvendo uma campanha da Havaianas estrelada por Fernanda Torres, a marca já havia explorado o duplo sentido da expressão “pé direito” em outra publicidade — sem qualquer reação política. Em 2014, o protagonista foi Romário, hoje senador pelo PL, em um comercial exibido durante a Copa do Mundo no Brasil.

Na peça, o ex-jogador entra em uma loja da Havaianas e pede que um par de sandálias seja separado, com cada pé embalado em uma sacola diferente. Em seguida, Romário aparece assistindo a um jogo da seleção brasileira usando apenas o chinelo do pé direito. Questionado sobre o paradeiro do outro pé, a cena corta para uma encomenda entregue ao argentino Diego Maradona. “Está com quem merece”, diz o ex-atacante, em tom de provocação esportiva.

A campanha terminava com o slogan “O pé direito é nosso”, fazendo referência tanto à superstição popular de começar algo com sorte quanto ao clima de rivalidade futebolística. À época, o comercial foi recebido como uma brincadeira bem-humorada ligada ao esporte e não foi associado a disputas ideológicas ou posicionamentos políticos.

Mais de uma década depois, o resgate dessa publicidade voltou a circular nas redes sociais após críticas de setores da direita à nova campanha da Havaianas, acusada de rejeitar a expressão “pé direito”. A comparação entre os dois momentos evidencia como o contexto político atual alterou a forma como peças publicitárias são interpretadas, transformando referências antes vistas como neutras em motivo de polarização.

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