Quase 40 anos antes do famoso ET de Varginha, Minas Gerais já era palco de um dos relatos ufológicos mais controversos do mundo. Em 1957, o agricultor Antônio Villas Boas disse ter sido abduzido por seres extraterrestres, levado a uma nave e mantido relações com uma alienígena.
Muito antes de o ET de Varginha ganhar projeção nacional e internacional, Minas Gerais já havia sido sacudida por um relato ufológico que misturava mistério, abdução e até sexo com alienígenas.
O protagonista da história foi Antônio Villas Boas, agricultor da cidade de São Francisco de Sales, no Triângulo Mineiro. Em outubro de 1957, ele afirmou ter vivido a primeira abdução alienígena registrada oficialmente no Brasil, e uma das mais conhecidas do mundo.
Segundo Villas Boas, tudo começou com luzes estranhas no céu durante a madrugada. Dias depois, enquanto trabalhava à noite na lavoura, ele teria visto uma luz avermelhada descer do céu. O objeto, descrito como uma nave em formato de “ovo alongado” com suportes metálicos, pousou a poucos metros dele.

Representações dos relatos de Villas-Boas – Foto: Reprodução

Representações dos relatos de Villas-Boas – Foto: Reprodução
Ao tentar fugir, o agricultor relatou que seu veículo não funcionou. Em seguida, teria sido dominado por pequenos seres vestidos com roupas cinza coladas ao corpo, usando capacetes e falando uma língua incompreensível. Levado para o interior da nave, descreveu um ambiente totalmente metálico e iluminado.
O episódio ganhou contornos ainda mais extraordinários quando, segundo ele, uma fumaça com efeito afrodisíaco tomou o local e uma alienígena nua entrou no compartimento. O agricultor descreveu a figura como bela, com traços humanos, porém “diferentes de qualquer mulher da Terra”. Ele afirmou ter mantido relação sexual com ela antes de ser liberado e deixado de volta à plantação.
Ele contou que tentou levar um objeto como prova, mas foi impedido. Como evidência física, apresentou apenas manchas no queixo, que atribuiu a um aparelho conectado por ventosas durante a abdução. Meses depois, um médico confirmou a existência das marcas, mas sem apontar causa extraordinária.
Após o episódio, Antônio Villas Boas se formou em Direito, manteve vida discreta e evitou os holofotes. Ele morreu em 1991, em Uberaba (MG), vítima de aneurisma, levando consigo um dos relatos mais controversos da história da ufologia brasileira.
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