A Anvisa suspendeu a produção e a comercialização de medicamentos estéreis da empresa Hygia Pharmaceutical, de Santana de Parnaíba (SP), após constatar que a companhia não possui autorização para fabricar esse tipo de produto e apresenta riscos sanitários, incluindo possibilidade de contaminação.

Foto: Ascom / Anvisa.
Foto: Ascom / Anvisa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização, da manipulação, da divulgação e do uso de todas as preparações estéreis produzidas pela Hygia Pharmaceutical Ltda., empresa localizada em Santana de Parnaíba, no interior de São Paulo.

A decisão foi tomada após a constatação de que a companhia não possui Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) para produzir medicamentos manipulados estéreis.

Medicamentos estéreis são produtos farmacêuticos que não contêm nenhum microrganismo vivo, como bactérias, fungos, vírus ou esporos. Essa ausência total de contaminantes é essencial para garantir segurança quando o medicamento entra diretamente em partes sensíveis do corpo, como a corrente sanguínea ou os olhos.

Anvisa barra operações de empresa irregular

Além da suspensão das atividades relacionadas a esses produtos, a empresa também foi interditada na última terça-feira (03), durante uma fiscalização realizada pela Anvisa em conjunto com a vigilância sanitária local. Durante a inspeção, os agentes identificaram deficiências nos padrões de qualidade, riscos de contaminação cruzada e problemas técnicos relacionados à segurança de frascos-ampolas utilizados na produção.

“A manipulação de medicamentos estéreis exige condições rigorosas de qualidade e controle, pois são produtos administrados diretamente no organismo do paciente. A atuação da Anvisa e das vigilâncias locais busca garantir que essas atividades ocorram dentro dos padrões sanitários, protegendo a saúde da população”, explica Daniel Pereira, diretor da Quarta Diretoria da Anvisa.

Medicamentos estéreis

A ação faz parte de um programa de fiscalização conduzido pela Anvisa em parceria com órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária.

O foco da operação é verificar as condições de farmácias e empresas responsáveis pela manipulação de medicamentos estéreis, que precisam estar totalmente livres de microrganismos, como bactérias, fungos e vírus, já que são aplicados diretamente no corpo dos pacientes.

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