O remédio, usado no tratamento da obesidade e diabetes, é considerado de alto valor terapêutico e tem sido alvo de falsificações. Além do Mounjaro, a ação fiscal identificou outros medicamentos irregulares
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na última quarta-feira (7), a retirada imediata de circulação de um lote falsificado do medicamento Mounjaro em todo o território nacional. A decisão suspende a venda, distribuição e uso do produto, após a constatação de irregularidades que colocam em risco a saúde dos consumidores.
Além do Mounjaro, a ação fiscal também alcançou outros medicamentos com problemas sanitários, como parte de uma operação voltada à proteção dos pacientes.
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O Mounjaro, que tem a tirzepatida como princípio ativo, é indicado para o tratamento da obesidade e do diabetes. Devido ao alto valor comercial e à grande procura, o remédio vem sendo alvo de esquemas de falsificação, segundo autoridades sanitárias.
A apreensão ocorreu após a farmacêutica Eli Lilly do Brasil, responsável pelo registro do medicamento, informar à Anvisa que o lote D838878 não foi fabricado pela empresa, confirmando que se trata de um produto falsificado. Com a notificação, a Anvisa proibiu qualquer forma de comercialização e determinou o recolhimento imediato do lote em todo o país.
A agência alerta que medicamentos falsos podem conter substâncias desconhecidas, dosagens incorretas ou contaminantes, representando sérios riscos à saúde. Sem garantia de procedência, não é possível assegurar a eficácia ou a segurança do produto.
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Outras irregularidades
Além do lote falsificado do Mounjaro, a fiscalização da Anvisa também encontrou irregularidades em outros medicamentos comercializados, o que levou à proibição de venda, distribuição e uso desses produtos.
Entre os casos identificados está o Imbruvica, medicamento utilizado no tratamento de cânceres do sangue, como leucemia, linfoma e mieloma. Três lotes, NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00, foram considerados irregulares após a farmacêutica Janssen-Cilag informar que não reconhece a fabricação desses produtos. Como consequência, o registro da versão em cápsulas desse remédio foi cancelado.
Outro medicamento alvo da operação foi o Voranigo, indicado para pacientes com tumores cerebrais. O lote FM13L62 foi recolhido depois que os Laboratórios Servier do Brasil comunicaram que não produzem essa versão do produto.
A Anvisa também apontou problemas envolvendo troca de embalagens em outros medicamentos, situação que pode causar erros graves de dosagem ou uso inadequado do tratamento. Esse tipo de falha representa risco direto à saúde dos pacientes, já que pode levar à ingestão de substâncias erradas ou em quantidades perigosas. Entre elas estão:
- Pantoprazol Sódico Sesqui-Hidratado 40 mg (lote OA3169): caixa continha comprimidos de outro remédio, a hidroclorotiazida 25 mg, usado para hipertensão. A própria fabricante MedQuímica comunicou o erro e iniciou o recolhimento voluntário.
- Alektos 20 mg (lote 569889), um antialérgico da Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A. foi embalado com caixa de Nesina, medicamento para diabetes, e também está sendo recolhido.
Anvisa alerta sobre riscos de medicamentos irregulares
A Anvisa reforçou que medicamentos falsificados ou com qualquer tipo de irregularidade não devem ser utilizados, pois não oferecem garantia de segurança, eficácia ou qualidade. O uso desses produtos pode causar sérios danos à saúde.
Para evitar riscos, a agência orienta a população a verificar a procedência dos remédios, conferir com atenção os números dos lotes e as datas de validade e adquirir produtos apenas em farmácias, drogarias e distribuidoras devidamente autorizadas.
Além disso, qualquer suspeita de falsificação, troca de embalagens ou irregularidades deve ser comunicada imediatamente aos canais oficiais da Anvisa ou à Vigilância Sanitária local.
Segundo o órgão, medicamentos fora dos padrões podem conter substâncias desconhecidas, dosagens incorretas ou até contaminantes, colocando a saúde dos pacientes em risco. Por isso, a recomendação é clara: não utilizar produtos de origem duvidosa e sempre buscar estabelecimentos regularizados para a compra de remédios.
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