Dominique Cristina Scharf, de 65 anos, está de volta às ruas, após cumprir 32 anos de prisão e deixar a Penitenciária Feminina de Tremembé no início do mês. Considerada a maior estelionatária do Brasil, ela ganhou fama por enganar banqueiros, empresários e aplicar golpes sofisticados, incluindo o chamado “golpe do amor”, em que envolvia homens casados para extorquir dinheiro.

Dominique Cristina Scharf, conhecida como a maior estelionatária do Brasil, deixa a Penitenciária Feminina de Tremembé após cumprir 32 anos de prisão (Foto: Reprodução)
Dominique Cristina Scharf, conhecida como a maior estelionatária do Brasil, deixa a Penitenciária Feminina de Tremembé após cumprir 32 anos de prisão (Foto: Reprodução)

Dominique Cristina Scharf, de 65 anos, está de volta às ruas, após cumprir 32 anos de prisão e deixar a Penitenciária Feminina de Tremembé no início do mês. Considerada a maior estelionatária do Brasil, ela ganhou fama por enganar banqueiros, empresários e aplicar golpes sofisticados, incluindo o chamado “golpe do amor”, em que envolvia homens casados para extorquir dinheiro.

Durante a prisão, Dominique acumulou condenações por estelionato, falsificação, uso de documentos falsos, furtos e assaltos à mão armada, além de se envolver com tráfico de armas, clonagem de veículos e quadrilhas especializadas em roubo de automóveis. A criminosa também era conhecida por frequentar hotéis e restaurantes de luxo, exigindo pratos e bebidas caras e deixando de pagar as contas, muitas vezes utilizando artifícios para justificar os golpes.

Dominique Cristina Scharf, conhecida como a maior estelionatária do Brasil, deixa a Penitenciária Feminina de Tremembé após cumprir 32 anos de prisão (Foto: Reprodução)

Dominique Cristina Scharf, conhecida como a maior estelionatária do Brasil, deixa a Penitenciária Feminina de Tremembé após cumprir 32 anos de prisão (Foto: Reprodução)

Em 2003, um assalto a um vendedor de joias resultou em acusação de tentativa de homicídio, recebendo 12 anos adicionais de pena. Sobre o episódio, a Dominique destacou à coluna True Crime, de Ullisses Campbell: “Gosto sempre de deixar claro que nunca matei uma mosca. O vendedor de joias não se feriu”.

Ao longo da vida, a mulher protagonizou duas fugas da prisão, sendo recapturada em ambas as ocasiões. Em uma das tentativas, Dominique conseguiu fugir do Carandiru na companhia de outra detenta, usando um alicate para cortar o cercado da prisão. As duas foram capturadas pouco depois, ao tentarem atravessar um córrego, o que gerou uma falta grave e a consequente transferência para a unidade de Ribeirão Preto. Nessa nova prisão, ela conseguiu escapar novamente, escalando uma muralha de seis metros apoiada em uma estrutura de madeira destinada a sustentar uma plantação de maracujá.

Apesar do histórico extenso, ela conseguiu deixar a prisão por ter atingido o tempo necessário para migrar ao regime aberto, entrando com ação no STF para tentar extinguir a condenação com base no teto legal vigente à época. A juíza responsável destacou que as fugas anteriores prolongaram sua permanência no sistema prisional.

Agora fora da cadeia, Dominique pretende recomeçar a vida investindo em um negócio próprio: uma confecção de roupas de tricô feitas à mão, transformando seu interesse pela moda em uma grife autoral. Ela também planeja visitar sua família na Austrália e, quem sabe, residir no país.

Nascida em 1960 em São Paulo, filha de pai americano e mãe alemã, Dominique cresceu em uma família de classe alta, estudou em escolas de elite e desde jovem se envolveu com pequenos delitos. Ao longo da vida, construiu uma reputação de habilidade criminal excepcional, mas também acumulou episódios de arrependimento e exaustão durante o período encarcerada.

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